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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Alice do país das maravilhas ...

Alice no país das maravilhas !!!

Publicado no jornal “o primeiro de Janeiro” entre os dias 29 de Outubro a 4 de Janeiro de 1951.

O meu pai sabe que eu adoro estas coisas cheias de pó, esquecidas e que carregam (escondidas dos olhares efémeros) mais estórias do que aquelas que nos contam oficialmente.

Este diário da estória da Alice do País das Maravilhas preenche-me de alegria e de contentamento. A Alice é uma das minhas “amigas” mais antigas, que me acompanha desde que me lembro de ser gente. Com ela aprendi o prazer de folhear livros, e foi com ela também que descobri que sonhar não era uma maldição maléfica que nós separa do mundo real e nos encafua num buraco esquecido, muito pelo contrário, a imaginação salva a alma humana do fatalismo e da corrosão do tempo. No meio das leituras apercebi-me que imaginação é um dom reservados a poucos, mais visível na infância (é certo) mas que se vai perdendo com o aumento de altura, de peso e de conhecimentos concretos obtidos no corre corre do dia-a-dia e (em especial) nas escolas onde leccionam professores que nunca na vida conhecerem a minha amiga Alice.

O meu pai encontrou este livro numa casa (também ela) abandonada, a casa foi resgatada com muito trabalho, e o livro foi salvo pelas mãos dele, pela sua boa vontade e pelo amor imenso que me tem, lembrando-se da minha amiga Alice e de como tal reencontro me iria deixar feliz.

Este livro tem cerca de 68 anos. Pelas minhas contas esta criança que o fez deve ter actual mais de 70 anos!!! E todas as semanas entre outobro de 1950 e Janeiro de 1951 esta criança, a dona oficial do livro, recortava do jornal a banda desenhada e colava nas folhas de papel, sendo que foi ela própria fez a encadernação. Para mim, é uma dádiva poder tomar contar deste pedaço de memória de uma criança.

Muitas perguntas borbulham em mim. Como seria ser criança m 1950 (ainda se vivia em clima de segunda guerra mundial)? O que se será que esta criança pensava, sonhava, desejava ao colar a banda desenha? Como é esperar 3 meses para completar um livro? O que ganhámos com a evolução e o que abdicamos com a revolução tecnológica?” Seria uma criança feliz?

Nunca vamos saber as respostas para estas perguntas, o livro não esta assinado por isso resta imaginar (como nos ensinou a Alice) que a/o autora/o do livro era uma criança feliz, alegre, teve/tem uma vida tranquila, que tenha realizado e ainda realize dos seus sonhos e hoje que conte estórias antigas aos netos e que vê todos os dias meia hora de desenhos animados na televisão.

 

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