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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Tribos

 

Gosto de observar as tribos alheias a mim …
 
Aquelas que por mero acaso do destino me apresentam durante uma tarde ou um dia no máximo … São as que mais me deixam espaço para as observar.
Sou acolhida, e respeitada no seio delas … as pessoas conhecem-se, tem o mesmo cheiro e as feições não deixam margem para dúvidas que fazem parte da mesma tribo.
Hoje passei a tarde com uma “tribo” engraçada … (é o privilegio de ser contadora de historias e andar literalmente com a mala em punho)
Havia uma bisavó que somente se queixava de um braço … uma senhora magra, de cabeço curto grisalho com uma alma que enchia a casa. Ver o seu clã reunido fez daquela figura fraca um gigante de três metros pronto para viver mais 80 anos. Havia tios e tias, primos e primas todos os laços familiares estavam ali reunidos, ainda havia os amigos todos eles bem arrumados no t2 que durante aquele espaço de tempo foi uma autentica tenda de canas amazónica que nem um furação a poderia derrubar.  
As portas  das divisões da casa-tenda estavam todas abertas, os miúdos corriam de um lado para o outro davam saltos na cama de casal que estava atulhada de papeis coloridos , sacos,  prendas e roupas tudo misturado como se fosse um banca de feira … havia livros nas estantes que eu mal conseguia decifrar o titulo  porque de segundo a segundo passava alguém a minha frente com um bebe ao colo ou com mais coisas para colocar em cima da cama. A sala ao contrário do que é habitual não era o centro … pois toda a casa era o centro … e as tantas ouvia-se conversas vazas em todos os cantos e recantos daquela área. 
Conheci a Rute, uma menina com traços fortes …
A Rute foi adoptada pela tribo (ao que me pareceu) pois era conhecida e falada por todos, contudo, o cabelo castanho claro e pele branca não condizia com a pele morena e traços africanos da restante prol … fora mesmo englobada por aquelas gentes simpáticas!!! Enquanto falava comigo a Rute disse-me que vivia com a avo que era velhinha e por isso tinha muitas dores, não tinha mãe porque esta minha morrido de acidente de carro … percebi então a razão da anexação daquela menina de olhos grandes naquele ambiente de Medina marroquina que eu tanto gosto.
Quando os deixei … festa ainda ia a meio … e a confusão familiar continuava a mesma, ainda bem que assim o era !!! pois nenhuma tribo é calma … Tem sempre que haver barulhos, risos e gargalhas … empurra daqui empurra dali olhares que se cruzam de pessoas que partilharam vidas juntas, pessoas essas que amam as mesma gentes que por acaso estão todos ali reunidos !!!
A Isis , fez três anos …
Bolas e tem uma tribo fantástica!!!!  

Onde o Ocidente encontra o Oriente ...

 

 

Não poderia ter escolhido melhor destino para as ferias de Dezembro ...
 
 
A ideia de partir ganhou forma novamente em mim ...
Pegar em poucas coisas, tornar-me em mochileira uma vez mais é algo que deixa feliz, tranquila com a sensação de “sonho realizado”!!!
Foram muitos os destinos em jogo,  para uma semana que já é famosa por me levar a lugares diferentes, mas Istambul ganhou com um cheque mate terrível a outros destinos bem mais em moda nesta altura do ano ...
(não deu hipóteses a novas iorques nem a países soalheiros de papo para o ar, lá para baixo da linha da equador)
 
Foi escolhido num abrir e fechar de olhos, com um mapa do mundo em mãos e com uma pagina online diante dos olhos de passagens aéreas  baratinhas inhas inhas  …
Para este destino não existem muitas histórias para contar.
A não ser um turco que conheci em Roma que ainda hoje deve estar a minha/nossa espera para jantar numa rua paralela a do Hostel que fiquei … (espero que não haja retaliações aos visitantes que em tempo deram negas aos compatriotas, pois seria de mau agrado para a promoção do turismo do pais)
 
Quando vou viajar penso sempre na literatura que ira comigo …
É sempre algo que me deixa preocupada ( mais do que o lugar onde vou dormir) !!!
Agatha Christie e o seu “Crime no expresso do Oriente” é uma ideia vigorosa, uma vez que a escritora escreveu este crime num hotel em Istambul … que segundo consta actualmente é museu …
Mas frases como esta:
 
Não é bonito de se ver – disse – Alguém esteve ali a apunhalá-lo várias vezes (…)”
 
Deixa-me deprimida, enfezada e angustiada. Por muito que eu admire a senhora algo me diz para a deixar na prateleira juntamente com os depoimentos e os assassinos que povoam a sua escrita.
 
Gosto de partir …
No outro dia li (não sei onde) que a aventura começa quando se planeia …
não importa chegar o que veicula é partir !!!
E neste momento eu já parti