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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

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Ontem, quando a noite chegou fui agredida por um cem número de pensamentos que se empurravam-se para ganharem a forma de palavras e saírem em liberdade desta prisão a que chamo “a minha mente”…

Abri, as grades da concepção e deixei assim coração mais leve. O vocábulo começou a ganhar formato, entre verbos e conjunturas mal estruturadas os termos começam a surgir de uma maneira mais organizada e plausível para a minha própria compreensão. O que irão ler/o que estão a ler é resultado de uma explosão metafisica a nível interno, um duelo de neurónios onde o meu Eu, teve de intervir para colocar ordem no meu Mim.

Hoje, se escrevesse um manifesto sobre combates de duas frentes, entre coração e razão, a razão certamente iria mais cedo para os balneários e seria então um manifesto baseado naquilo que de melhor eu sei fazer “ouvir o coração”…

Escrever tal manifesto, viver tal manifesto não é de perto nem de longe tarefa fácil para alguém tão, tão, tão miúda como eu. Decidi, já algum tempo não ser uma adulta tradicional e as hipóteses que restaram não foram muitas, o mundo não esta preparado para muitas mais fugas da realidade.

As que existem, estão estudas e organizadas por ordem cronológica, são inofensivas ao sistema social, estão dentro dos padrões aceites.   

A sociedade construiu realidades nas quais nos temos que encaixar, existe um buraquinho acolá entre uma classe social e fica preenchida em menos de um abrir e fechar de olhos. E quando esses buraquinhos não existem, nos os criamo-los de uma forma admirável. Passamos anos a desenvolver realidades, vidas que possam ser socialmente aceites…

Depois crescemos, depois mudamos, depois descobrimos outro mundo, depois tudo deixa de fazer sentido, depois olhamos o horizonte e continuamos agarrados, como uns viciados a uma vida que já não é do Eu presente mas sim de um Eu que em temos fomos…

A questão torna-se simples depois de ler meia dúzia de livros de gurus indianos ou tibetanos, ou simplesmente olhar para dentro de nós, pensamos, vamos largar estes cenários pré fabricados de uma outra vida que simplesmente não se encaixam no hoje.

Há pois, o medo!!! (fui a conclusão) todos nós temos medos…

Por aqui reina o medo que a minha solidão um dia destes me engula por inteira, tenho medo de perder a capacidade de acreditar que tudo é possível e tenho medo de deixar de conseguir amar de forma espontânea, sem filtros nem restrições!

Se escrevesse o tal manifesto, este teria como apoio a máxima “abaixo os cenários pré-fabricados”, deixem a vida escrita em prosa entre diálogos igualmente eles pré-fabricados, e passem a vidas regidas pela poesia onde cada conversa é uma misturas de toque, palavra, olhar, sentimento.

Acredito, acredito e acredito que tudo é possível!!! Porque eu própria sou impossível de existir e aqui estou eu…


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