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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

recado (que não chegou a sair do pc)

Queridos pais !!!

Escrevo-vos numa tarde de chuva e de vento para partilhar convosco algo que temos em comum: os vossos filhos. Enquanto arrumava papeis, livros, rabiscos, artigos de revista encontrei os apontamentos que fiz durante a semana passada para uma hipotética reunião que iria marcar convosco.

A primeira palavra escrita nessas folhas era/é: EDUCAÇÂO…

(é-vos familiar essa palavra?)

Seguida da frase: a escola desde do primeiro grau ate ao último grau, assume sempre (para as famílias) a responsabilidade das crises das crianças

Não é uma frase interrogativa, nem imperativa e muito menos exclamativa.

É simplesmente uma constatação de uma realidade em tempos de crise …

A culpa não morre sozinha e nos tempos atuais morre e arrasta a escola consigo.

A escola está a deixar de ter o papel incentivador da criança para assumir a responsabilidade das culpas dos maus comportamentos.

Palavras feias, aprendeu na escola; a cuspir aprendeu na escola; a responder ao adulto, aprendeu na escola (mesmo quando existe uma politica de que a criança deverá ser assertiva, mas aprendeu na escola); a não comer os verdes, aprendeu na escola; a ter problemas de atenção, responsabilidade do docente… Mesmo que este, nunca tenha dito um palavrão, nunca tenha cuspido no prato, coma todos os verdes imaginários e o seu trabalho se molde as características das crianças.

A culpa é na grande maioria dos casos do professor!!! Porque vocês (pais) pagam-nos, inclusive para este adotar esta culpa.

(e se não pagam, então o estado deveria pagar… basicamente é isto)

 

 

 

A criança aprendeu a escrever o nome? Grande coisa; diz se faz favor? Grande moral; Empresta os brinquedos? Tem a mania; Esta feliz? A culpa é do professor, que tem a ideia que é messias… 

E as duas por três o docente esta mais concertado em polir as arrestas de adultos desequilibrados do que a tratar daquilo para que estudou – educar crianças.

Por favor, não me levem a mal com a palavra desequilibrados, como diria Freud não ter uma neurose não é de todo saudável.

Vocês ai e eu aqui, todos nos temos problemas de crescimento seja qual for a idade que tenhamos, problemas não, diria antes, confrontações, isto é, queremos umas coisa mas dispensamos as consequências dessas escolhas.

Quanto adultos queremos um carro novo mas a prestação cara dispensamos, depois temos um amigo que é amigo de alguém que conhece o senhor que trabalha na empresa X que nos dá um desconto ou uma passagem pela porta do cavalo para assim poupar uns trocos.

 Quanto crianças queremos um brinquedo novo e não sabemos ouvir o não, queremos o pai e mãe, não percebemos porque razão a segunda feira existe e por muito boa que seja a escola nada mas nada substitui a família. Inventamos doenças e dores trágicas na ínfima esperança de podermos ficar no ninho, temos dificuldade em gostar dos irmãos mais novos contudo é compreensível pois tal criatura roubou o colo materno.

Todavia, apesar destes mundos parecem distantes, existem temas comuns …

Ambos não sabem o que é a morte e não lidam muito bem com isso…

O adulto raramente fala nisso e prefere viver como se nunca fosse morrer e a criança diz “tas morrida mas podes acordar daqui pouco”

Ambos tem pessoas que gostam mais e outras que gostam menos…

O adulto criou uma rede social onde a única hipótese que tem é I like e/ou ser amigo de;

A criança diz “não gosto de ti”… e não precisa de clicar !!!

Penso eu, na minha máxima ignorância do que é ser progenitora, que qualquer pai ou mãe tem de estar em sintonia com a escola que escolheu para o seu rebento.

Poderá ser uma escola que senta os meninos aos três anos para fazer fichas;

Poderá ser uma escola que faz passeios pela natureza cinco dias por semana;

Poderá ser uma escola vegetariana onde não seja permitido brinquedos de plástico.

Poderá ser uma escola aqui, ali ou acola …

Seja qual for o espaço que escolherem, aceitem-no e mais importante respeitei-no!!!

Quando assim não o for, quando faltar este respeito e surgir dúvidas, sem medos de traumas ou de contusão para a criança, saem, sigam a vossa vida sejam por favor felizes e deixem os docentes tentar também eles serem felizes.

Existem bons professores, existem maus professores…

Existem bons médicos, existem maus médicos..

Existem bons juízes, existem maus juízes ..

Bons agricultores, maus agricultores; bons construtores e maus construtores; bons cozinheiros maus cozinheiros…

Nem todos nos seguimos a nossa vocação, dai existirem tantos menos bons profissionais nas mais variáveis áreas …

Percebem, porque razão não fiz a reunião? Iria, ou não iria ser complicado falar nisto…

Bom fim de semana

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