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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Aqui te escrevi ...

Escrevo-te enquanto o Tejo passa apressado !!! Nunca conheci nenhum rio como este …

Sempre com as correrias diárias de como ainda tivesse que levar as caravelas quinhentistas ate alto e bom mar!!!

(puro saudosista lusitano)

Daqui de onde te escrevo para além deste rio que qualquer dia tem um taquicardia de tão impetuoso que é, ouço os ruídos que passam por entre as árvores do jardim e fazem eco entre um trago de café e um piscar de olhos (ora de sono ora de vaidade pelo sol que me queima a pele)

Os sons vêm lá de baixo da feira da ladra, que como o nome indica não existe produto naquelas bancas improvisadas a meio gás que não tenha passado pelas mãos de uma ladra ou de algo parecido.

Contudo, escrevo (só para ti) porque estás no outro lado do mundo …

E o Tejo (que continua a gritar-me) diz-me que sabe o caminho ate ti !!!

Que em tempos idos, levou Pedro Alvares Cabral a porto bem perto dessa terra onde tu decidiste fazer pátria por umas semanas.

Respondo ao Tejo que esteja sossegado e tranquilo … que se deixe levar pela corrente porque no universo tudo tem sentido!!! Estas palavras saem de mim mas não são minhas …  Roubei-as de empréstimo a longo prazo ao livro que estou a ler !!! Como boa professora que sei imitar ser, mantenho a calma e a serenidade de quem nada sabe e muito pensa saber …

O Tejo vira-me costas, está chateado e aborrecido deixa-me sozinha com os barulhos dos feirantes, com o livro e com as esperas: sejam elas do café, do sumo de laranja, da amiga que chega daqui a pouco ou de ti que retornas dentro de dias. Existem esperas que valem bem a pena – especialmente quando esta bom tempo.

 

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