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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

A ilha debaixo do mar

 

Isabel volta a encontra-se comigo ...
Que bem que sabe estes encontros entre nos as duas!!!
Desde que nos conhecemos (apresentadas por uma querida amiga), que mantemos o contacto sempre que nos é possível …
Primeiro com a soma dos dias, seguido das histórias do meu país inventado (que estimulou ainda mais a minha vontade de vaguear pelo Chile – essa pátria que segundo reza a lenda um dia vai desaparecer no oceano), dobramos uma esquina e voltamos a soma dos dias, com mais dias para juntar aos anteriores (este livro tem de ser lido varias vezes, pois existem pequenos detalhes que só a maturidade os consegue decifrar) e agora com esta história incrível – a ilha debaixo do mar.
O conto tem como cenário o Haiti (um Haiti muito diferente daquele que nos entra abruptamente pela casa a dentro diariamente) está situado num tempo que só existe registo na nossa lembrança de infância, atulhado de cadastros de piratas sanguinários, coquetes inconsequentes em busca de amores passageiros, escravos lutadores que dançam como forma de expandir a alma, senhores feudais espanhóis ou franceses dignos de toque e classe que escondem os negócios ilícitos e as amantes com a mesma destreza e precisão.
Já há muito tempo que não me dedicava com tanta emoção a uma história de ficção … ai ai ai minha querida Isabel, só tu para me tirares horas de sono e me fazeres percorrer meio mundo atrás de uma história resgatada do esquecimento de alguém … (possivelmente de um dos teus fantasmas)
Ainda bem que nos conhecemos,
Ainda bem que te encontro nas prateleiras das livrarias …

2 comentários

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    Nuite 10.02.2010 21:15

    Querido Pedro =)

    Este não é o meu estilo de livros ...
    contudo, a escrita de Isabel Allende é uma das melhores coisas que podemos ter acesso nestes dias onde tudo é fabricado apressadamente cheio de modas e dicas de ultima hora, esta longe dos saltos altos (apesar da autora afirmar que não sabe viver sem os saltos altos) está carregada de espiritualidade ...
    é uma escrita descritiva q.b, pouco demorada nos pormenores sem importância mas rica em pequenas descrições, as suficientes para criarmos / darmos corpo físico as personagens dentro da nossa cabeça ... tem palavras difíceis e palavras fáceis, sinónimos e antónimos, metáforas e hipérboles que juntas fazem nascer em nos emoções puras!!! Ainda a pouco antes de ligar o computar estava a ler uma parte da historia em que uma das escravas grávida fica sem a mão (a mão foi cortada numa das muitas maquina de cortar a cana do açúcar) na minha cabeça tenho toda a cena não propriamente a imagem de cortar a mão, mas todos os sentimentos das pessoas que estavam em volta dela, a velha bruxa de Vudu, Téte (a personagem principal do enredo) o medico com nome francês que não me recordo, dois escravos que deram o sinal de alarme, e a escrava que ate agora não tem nome … se fechar os olhos ate consigo sentir o cheiro daquele lugar, da mesma maneira que sinto o cheiro da casa grande, do quatro da coquete Violeta e do jardim impregnado de insectos e ervas daninhas … enfim uma grande historia !!!

    muxus … =)

    Ana
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