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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

38 ainda espero pela tua oficial chegada ...

 

Os trinta e sete fizeram birra, não querem ir embora. Recusam-se a trocar de morada e a pertencer oficialmente ao pretérito prefeito. Dizem em manifesto oficial que decidiram prologar a estadia por aqui, tento em conta todas as coisas boas que aconteceram enquanto por cá eles (os trinta e sete) reinavam.

 

Confesso que o último ano foi incrivelmente bom. A continuação de um vendável de mudanças, de conquistas, de realizações, de trabalhos onde os tempos aconteceram todos tranquilamente e onde a vida deu mais uns (valentes) passos para a tal aquisição de serenidade e de maturidade, sem com isso perder-me da minha criança interior.

 

Por isso os trinta e sete agarraram-se a mim (com unhas e dentes) enquanto os trinta e oito empurram arrojadamente a porta para entrar e eu no meio deles juntamente com uma mesa-de-cabeceira cheira de antibióticos, pastilhas para a garganta, brufens e ben-nu-runs.

 

Só posso prometer aos teimosos trinta e sete, que vou continuar a trabalhar comigo, a viver bem e feliz com as coisas simples e agradecer sempre  todas as coisas boas que vão acontecendo. Os sonhos, esses, alguns vão-se mantendo, outros renovados, um ou outro arquivado (por agora), alguns chegaram agora ao topo da lista mas a vontade de vencer, de agarrar o mundo, mantêm-se inalterada.

 

E agora esperem ai que esta na altura de tomar mais um remédio anti-amigdalite …

 

Parabéns a mim, porque o dia dezoito de outubro continua ser maravilhoso (especialmente quando partilhado) e aos meus trinta e oito anos que devem estar mesmo, mesmo, mesmo a chegar…

 

 

#lifeproject#behappy#happylife

#educaçãolivre#comunidadeeducativa

#criançapensa#associaçãocasadocastelo#pedagogiadoamor

#criançafeliz#hamaisamorqueoutracoisa

 

Sardenha, comigo (connosco, com os amigos com vida ...)

Amanhã de manhã tenho um avião à minha espera …

Mas mais do que um avião, mais do que um destino gosto desta celebração da vida, que junta os amigos para uns dias de descanso !!!

O destino é a Sardenha, uma ilha (não perdida) no meio no mediterrâneo, escolhida mais ou menos ao acaso.

Depois conto tudo …

 

#besimply#livethelittlethings#behappy; #sardenha; #abbeyroad#befree; #viajar

“She's got a ticket to ride, But she don't care."

 

Andar por aqui foi como entrar numa máquina do tempo. 


2018 transformou-se em 1969 e quando fechei os olhos com força (para ter a certeza que não estava a sonhar) juro que ouvi os quatro magníficos de Liverpool a combinarem como iria ser a foto que desde de sempre faz parte das minhas memórias mais antigas. 



Depois disto, só tive mesmo de tirar os sapatos e caminhar... 
 
(bolas e como eu gosto de caminhar)


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Tantos anos de blogue !!!

Este blogue fez 12 anos !!!

 

12 anos de estorias, de escritas, sentimentos, emoções, reflexões,  pensamentos e imagens que vão ficando por aqui sossegados, arrumados, longe dos dias que passam sempre cada vez mais rápidos. Deixando-se estar a salvo das maleitas do tempo e das estações que continuam a sucederem-se estranhamente, misturando-se a meio do calendário para nos baralhar e agitar as horas que parecem sempre iguais.

 

O Eu que escreveu o primeiro psot teria alguma dificuldade em reconhecer o Eu de hoje. Dois seres totalmente diferentes, mas ligados por memórias e sonhos (alguns já realizados, outros ainda em lista de espera …)

 

12 anos de Fabuleux destian d'Ana, foram celebrados aqui ...

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Alice do país das maravilhas ...

Alice no país das maravilhas !!!

Publicado no jornal “o primeiro de Janeiro” entre os dias 29 de Outubro a 4 de Janeiro de 1951.

O meu pai sabe que eu adoro estas coisas cheias de pó, esquecidas e que carregam (escondidas dos olhares efémeros) mais estórias do que aquelas que nos contam oficialmente.

Este diário da estória da Alice do País das Maravilhas preenche-me de alegria e de contentamento. A Alice é uma das minhas “amigas” mais antigas, que me acompanha desde que me lembro de ser gente. Com ela aprendi o prazer de folhear livros, e foi com ela também que descobri que sonhar não era uma maldição maléfica que nós separa do mundo real e nos encafua num buraco esquecido, muito pelo contrário, a imaginação salva a alma humana do fatalismo e da corrosão do tempo. No meio das leituras apercebi-me que imaginação é um dom reservados a poucos, mais visível na infância (é certo) mas que se vai perdendo com o aumento de altura, de peso e de conhecimentos concretos obtidos no corre corre do dia-a-dia e (em especial) nas escolas onde leccionam professores que nunca na vida conhecerem a minha amiga Alice.

O meu pai encontrou este livro numa casa (também ela) abandonada, a casa foi resgatada com muito trabalho, e o livro foi salvo pelas mãos dele, pela sua boa vontade e pelo amor imenso que me tem, lembrando-se da minha amiga Alice e de como tal reencontro me iria deixar feliz.

Este livro tem cerca de 68 anos. Pelas minhas contas esta criança que o fez deve ter actual mais de 70 anos!!! E todas as semanas entre outobro de 1950 e Janeiro de 1951 esta criança, a dona oficial do livro, recortava do jornal a banda desenhada e colava nas folhas de papel, sendo que foi ela própria fez a encadernação. Para mim, é uma dádiva poder tomar contar deste pedaço de memória de uma criança.

Muitas perguntas borbulham em mim. Como seria ser criança m 1950 (ainda se vivia em clima de segunda guerra mundial)? O que se será que esta criança pensava, sonhava, desejava ao colar a banda desenha? Como é esperar 3 meses para completar um livro? O que ganhámos com a evolução e o que abdicamos com a revolução tecnológica?” Seria uma criança feliz?

Nunca vamos saber as respostas para estas perguntas, o livro não esta assinado por isso resta imaginar (como nos ensinou a Alice) que a/o autora/o do livro era uma criança feliz, alegre, teve/tem uma vida tranquila, que tenha realizado e ainda realize dos seus sonhos e hoje que conte estórias antigas aos netos e que vê todos os dias meia hora de desenhos animados na televisão.

 

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#happylife#lovethecat#lovetheyellowcat#behappy#lifeproject#estóriainfantil#associaçãocasadocastelo#criançafeliz#pedagogiadlamor;

 

Mensagem para Rodrigo Guedes de Carvalho

 

Acabei de ler “ O Pianista de Hotel” …

 

Espero que esteja a preparar um segundo livro, onde possa resolver toda a trapalhada que começou com esta estória …

Quero ver a Maria Luísa feliz (quero não, preciso que lhe dê um final feliz …) !!!

 

 Eu, efectivamente, posso dar-lhe esse final feliz que tanto quero (e ela merece), mas se eu o fizer, será somente o meu final feliz e ela precisa que o seu criador lhe arranje alguma forma onde ela encontra a felicidade e que todos os leitores possam conhecer essa felicidade, partilha-la e celebra-la.

 

Claro que Luís Gustavo também precisa de um final feliz!!!

 

Aguardo assim, pelos finais felizes porque todos nos temos um pouco de Maria Luísa e de Luís Gustavo em nós e claro todos nós temos os nossos mortos a acompanharmos diariamente e confesso que os meus (mortos) também eles aguardar pelo tal final feliz …

 

Sou romântica e balança e não posso deixar que a Maria Luísa acabe a dobrar uma esquina e desapareça.

 

Os melhores cumprimentos

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Nota:  Sinto que fui enganada, quando comecei a ler o seu livro pensava eu que se tratava de uma estória de um pianista de hotel de Lisboa dos anos 40 onde escutava as estórias dos espiões aliados e dos nazis que pairavam em Lisboa nesse tempo. As vezes sabe bem ser enganada …

 

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18 - El movimeiento del educado

Ainda o galo estava a dormitar na capoeira e gato amarelo cá de casa se enrolava nas mantas fazendo de conta que o dia ainda estava longe de acontecer, já eu estava nas minhas leituras diárias. Hoje sobre o movimento do educador. Mas o que é isso do movimento do educador de infância, matutei eu, que coisa mais estranha essa, nós temos um movimento, (pensei eu), e se o temos qual seria o meu?

Comecei inicialmente a fazer uma revisão aos meus dias passados na Casa do Castelo, e de uma forma muito natural comecei a fazer uma retrospectiva da minha prática pedagógica que já conta com 17 anos de experiência. Pensei que através nesse olhar para trás, para um passado não muito longínquo, eu pudesse encontrar o tal movimento. Descobri muita coisa que me deixou emocionada, lembranças dos anos de aprendizagens, de lutas, de conquistas, da aquisição de muitos conhecimentos e deparei-me com a minha mudança pessoal, com a escolha que fiz em ser feliz e como trabalhei/trabalho nesse sentido todos os dias.

Dei de caras com todos os obstáculos que colidiram com os meus sonhos e como tantas vezes pensei em desistir, (muitas vezes mesmo, acreditem em mim). Havia dias em que somente queria deixar-me levar pela corrente da banalidade, ser somente mais uma educadora a fazer trabalhos pré-fabricados para pendurar no placar e organizar festinha com os respectivos presentes e espetáculos de animação. Mas nunca consegui deixar-me ir nessa pasmaceira de ser,  da falta de originalidade e nem tão pouco de me calar ou de oferecer um ensino que não fosse capaz (verdadeiramente) de cimentar os valores sociais que permitissem às crianças serem pessoas felizes.

Ainda nesta demanda de encontrar o movimento específico do educador de infância, tomei consciência a de que a nossa vocação se estende para lá do nosso corpo, é atreves dos movimentos com que brindamos e amamos o mundo.

Educar é amar tanto o mundo que trabalhamos todos os dias com quem realmente poderá (futuramente) vir a fazer a diferença: as crianças.

Continuo a não saber qual é o meu movimento,

mas hoje apercebi-me do quanto gosto de observar a criança a ser livre …

 

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19 - El mantra del educador

Qual o meu mantra?

Passei a manhã nesta questão; eu tenho um mantra de educadora? Confesso que fiquei pensativa, rebusquei intensivamente dentro de mim esse mantra, escarafunchei de ponta a ponta toda a minha prática pedagógica na tentativa de encontrar algo que eu pudesse considerar um mantra. Sabem quando procuram uma determinada peça de roupa que não usam há mais de 7 anos, e desarrumam todas as gavetas da casa na demanda de encontrar a dita peça de roupa? Sabem como fica o chão e as gavetas depois das buscas? Assim estava a minha cabeça, isto é, completamente desarranjada, descomposta e dessarumada.

A Associação Casa do Castelo fica a 30km de minha casa, uma viagem que dura entre 30 a 45 minutos, o que me dá tempo suficiente para pensar, principalmente para me reorganizar e estruturar aquelas pequenas pontas soltas que ficam sempre a pairar em nós. Hoje não eram pontas soltas eram novelos inteiros de lã todos embrenhados uns nos outros.

A meio do dia tinha resolvido que eu era uma educadora sem mantra, feliz mas sem mantra.

Quando começamos a trabalhar nas experiencias (projecto desta semana), o grupo de crianças reuniu-se em volta da mesa com os copos, os ingredientes e o entusiasmo natural de quem estar a fazer algo com animo e vontade. Sentei-me a observá-los enquanto a minha amiga educadora participava no projecto. Eu ria-me das coisas que eles diziam e ria-me por estar feliz ali a observa-los a descobrir coisas novas, a crescerem e a construirmos juntos a pedagogia do Amor. De repente apercebi-me Amor é o meu mantra, o imenso, o gigante, o enorme Amor que sinto por aqueles Seres (crianças e adultos) que diariamente estão comigo, que juntos construímos uma educação diferente, longe dos conceitos (pré)estabelecidos pelas politicas e pelos costumes puritanos que ainda ditam que a escola não é local de lazer. Quando a verdade a escola tem de ser um total local de lazer.

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20 - La luz del educador

 

Luz do educador!

Durante o último ano senti que tinha perdido essa imensa luz vibrante e intensa que durante anos (mesmo em condições problemáticas) pulsava forte em mim. Os dias eram arrancados da cama à força, para me colocarem numa realidade educativa que não se encaixava nos meus ideais pedagógicos e nem tão pouco respeitavam ou se ajustavam às crianças com quem eu estava trabalhava. Mantinha os meus trabalhos, os meus estudos todavia eu ia-me deixando ficar apagada, sossegada e o ânimo para edificar uma realidade educativa que fosse construtiva para a criança, dissolvia-se lentamente. A culpa; não a culpa não era da instituição que eu trabalhava, a responsabilidade era minha (somente e exclusivamente minha) porque (por medos ou inseguranças que restavam “de outras estórias”) atrasei a minha realização plena e pessoal enquanto Educadora.

Este ano lectivo, sou eu que tiro o dia da cama, sou eu que desperto o galo para uma nova aurora e trabalho completamente dedicada aos princípios que acredito e confio que darão felicidade, alma e confiança às crianças. Voltei a apaixonar-me por fazer parte de uma equipa onde as crianças partilham estórias, têm tempo para brincadeiras infinitas, têm prazer em conversas longas que as levam a projectos e projectos que as levam a conhecimentos variados e principalmente voltei a encontrar o encantamento profundo de recuperar a minha criança interior.

A foto que escolhi para hoje, é a foto do largo da vila onde as crianças da Associação Casa do Castelo brincam todos os dias. É onde se juntam os vizinhos, onde se trocam conversas, onde se dá livros e onde os namorados às vezes se encontram. A luz que ilumina as minhas manhãs é a mesma luz que ao final do dia me abençoa e relembra-me que o meu caminho é iluminado.  

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21 la Puerta del Educador

El camino del educador hacia su corazón 

 

Sempre gostei de portas …

Num tempo antigo, quando a minha idade ainda estava na casa dos vinte, a minha mochila de viagem fazia parte do meu corpo e o mundo começava a não ter fronteiras, delineei um projecto de fotografar portas e janelas do mundo. A verdade é que fico encantada com a beleza profunda e escondida que uma porta pode guardar, já para não mencionar as centenas (ou milhares) de estórias que ela pode contar.

Quando era (ainda) mais pequena, lembro-me de entrar em casa dos meus avôs sem bater. Abria a porta e anunciava-me com voz alta e firma “Avô…”. Talvez por isso tenha uma boa relação com portas, nunca as vejo como impedimento de algo, mas sempre como passagem para um outro lado onde existe coisas maravilhosas.

Esta foi a primeira reflexão do dia, porque depois juntei uma outra paixão a este processo …

Como gosto muito de fotografar, hoje quando entrei na Associação Educativa Casa do Castelo não pude de deixar de me sentir maravilhava, o ganhar a consciência profunda que aquela porta especifica foi durante anos sonhada e visualizada. Tive que saltar muros, fogueiras e montanhas. Tive de mandar embora os demónios, os medos e os anseios. Tive de acreditar, apostar e trabalhar muito para que hoje aquela porta estivesse aberta e pudesse ser base da Pedagogia do Amor.

Soco Belda,muchas gracias ...

 

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Hoje, faria anos o primeiro ser que me ouviu contar estórias …

Hoje, faria anos o primeiro ser que me ouviu contar estórias …

Se eu hoje sou contadora de estórias é graças ao meu avô.

Perdi a conta dos anos que faria, ou dos anos que tinha, existem pessoas que pela sua importância tornam-se intemporais, abdicaram do tempo e do espaço, dissolveram-se no ar e voltaram a ser pó de estrela (livres e em paz absoluta com o universo).

O meu avô, era um pescador da vila que não sabia ler nem escrever, que passou mais tempo de vida no mar do que em terra, conheceu a fome severa e a dor da tuberculose nos seus tempos de rapaz. E mesmo assim, com todos estes percalços da vida, ensinou-me a ser gente, ainda eu não sabia o que era ser gente.

Carregava-me pela mão através dos campos e das serras em silêncios que duravam horas, escutava as minhas perguntas de criança curiosa, livre e atenta. Ouvia com uma atenção plena as estorias que eu inventava e quando eu o olhava desconfiada de que ele poderia não me estar a ouvir, sorria-me e logo toda eu me enchia de energia e continuava a criar, a inventar e a co-criar.

Com ele aprendi as coisas da vida e não vida. Aprendi que existe uma cadeia alimentar, que por vezes temos que matar para comer e não tem mal algum disso. Ele apanhava o peixe bom, as sardinhas e os carapaus que comíamos na rua sentados nos degraus em frente a sua casa. Puxávamos duas cadeiras, o fogareiro para junto de nós e nos deliciávamos enquanto a minha avó refilava “(…) faz tudo o que a rapariga pequena quer.”

Durante as tardes de primavera a minha missão era tomar contar das armadilhas para apanhar os pardais que ficavam montadas durante a manhã no campo. Lá ficava eu de vigia, escondida atrás das árvores a torcer para nenhum pardal caísse na morte certa enquanto penicava um pedaço de pão, mas não podia esconder o orgulho de entregar ao meu avô ao final da tarde a caça forte.

Aprendi com o meu avô que nem sempre quem cala consente e que quem responde a um parvo é duplamente ainda mais parvo. Até ao final da sua vida manteve sempre o prazer de ver desenhos animados, os documentários de Jacques Cousteau, os filmes antigos do Charlot, de se sentar a ver os carros a passar, de acordar de madrugada para ir trabalhar para as suas coisas do mar e de beber um Sumol e uma sandes de fiambre ao pequeno-almoço.

Quanto de mim vem daquele homem de olho azul forte que não contava estórias somente as ouvia.

Muito espero (sei) eu.

Quem tem/teve um avô tem uma dádiva e quem nunca teve (por motivos das coisas da vida) adopte um rapidamente, cura muitos males e são sempre eternos.

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S. Leonordo da Galafura, 9 de dezembro 2017

S. Leonardo de Galafura, 8 de Abril de 1977

«O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passados de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor pintou ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis de visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta».

Miguel Torga in “Diário XII” 

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Ontem foi dia ...

Ontem foi dia de me deixar levar pela voz, energia, força, garra e alegria de Maria Bethânia …

 

O melhor presente não de aniversário, pois isso já aconteceu a semana passada, mas sim, um dos melhor presente da minha vida.

 

Mais de trinta anos para a encontrar e me deixar arrebatar  pela vida que pulsa entre a harmonia de uma voz e uma batida que mais parecia a batida do meu coração.

 

Ela cantou-me e eu agarrei com força a mão que segurava a minha, pois todo o meu caminho ate agora, foi para chegar ali, aquela plateia – G a O, número 1 e número 3.

 

Entre as lágrimas que me escorriam pela cara, entre o sorriso largo e pé que marcava o ritmo afinado da minha parte, agradeci ao universo a tamanha felicidade que brotava dentro de mim tendo a certeza que ao meu lado estava a única pessoa com quem me quero partilhar.

 

Saravah ...

 

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37, 37 voltas ao sol ( e ainda não estou tonta) !!!

Tonta não estou, porque escolhi ser feliz ...

Uma escolha consciente e com muita determinação que me fizeram chegar ao dia de hoje com este sorriso e esta certeza absoluta que "o caminho também é um lugar".

 

O caminho do aqui e do agora !!!

 

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365 dias da Casa do Castelo

Um ano da Associação Casa do Castelo !!!

 

Tanta coisa boa !!! Tanto trabalho !!! Tanta certeza !!! Tanta fé !!!

Tanto amor !!!Tanto acreditar !!! Tanto empenho!!! Tanto salto !!!

Tanto empurrar!!! Tanto sorriso!!! Tanta gargalhada!!! Tantas estórias!!!

Tantas horas extras !!! Tanta luta !!! Tanto recebimento!!! Tantos amigos!!!

Tantos dias, mais precisamente 365 ...

 

Uauuuu, a Casa do Castelo, a comunidade educativa que nasceu do querer e do acreditar que a educação pode

ser/ deve ser diferente, celebra o seu primeiro aniversário. É balança (como eu) e continuamos a crescer ...

 

E com ela, eu aprendo, cresço e celebro a vida diariamente ...

 

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Charroco, a personagem ...

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A personagem principal das estórias infantis que por aqui nascem ... !!!

"(...) O charroco gato esse, safou-se porque conseguiu escapulir-se para junto das galinhas que dormitavam na capoeira , mas nem essas escaparam à fúria dos asas pretas que de tempos a tempos em voos alucinantes lhe apoquentam levando-as à loucura. (...)"

 

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começou em 2010 o tal há mais amor que outra coisa ...

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Nasceu devagarinho, apesar de eu saber que a coisa era séria, forte e muito profunda ...

Foi acontecendo, de mão na mão, olho no olho e tantas vezes pé enrolado no pé!!!

Uns dizem que é assim que estas coisas do acontecem, (normalmente, os poetas)

Outros admiram-se e sorriem na esperança de tentar perceber como tal é possível.

Cá para mim, no meu entender de miúda é tudo muito simples …

Começa pela contemplação da beleza de conhecer um outro ser (todos os dias), sem (as tradicionais) ideias preconcebidas de como as coisas funcionam ou de como devem funcionar segundo os parâmetros que estão mais na moda.

Trata-se de uma conversa diária de espírito com espíritos, sem adornos ou intuitos maliciosos de controlar ou erguer egos.

E depois, bem, depois é um trabalho individual permanente connosco, de construção do nosso Ser, de aprendizagens constantes de perceber que quanto mais amamos, mas amor temos para dar e tudo somado e misturado é a felicidade num estado puro, de encantamento e de aceitação da vida.

7 anos (oficiais) a amar(te) pois acredito, que sempre amei(te) porque sempre soube que existias.