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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Florbela Espanca ...

Minha querida amiga, Florbela !!!

Que bom que te é escrever em mais um aniversário, em mais um ano,em mais uma fabulosa partilha da tua, da minha das nossas vidas e dos nossos sonhos …

Quando chega o Dezembro retiro-te da estante dos livros não esquecidos para te reencontrar, a ti e a mim num tempo em que eu acreditava que me falavas ao ouvido contando estórias de tempos passados que povoavam então a minha imaginação e o meu coração. Acreditava, eu menina na altura, que contabilizavas os meus passos como forma de me protegeres dos males e das imperfeições desta vida.

Que bom e que bem que me sabe este nosso reencontro, este abraço e este olá de quem se conhece desde de sempre partilhando segredos e sentimentos que o comum mortal classificaria como demência ou alienação de mentes fracas e de corações débeis de senhoritas que dedicam mais tempo às letras do que à realidade da vida.

Hoje, visitei-te de coração cheio, de braços abertos e de alma emocionada. Andei pelas ruas da tua vila, mais parecia eu que desfilava vaidosa, sim e porque não vaidosa? Vaidosa da nossa amizade e do amor que levava  pendurado no braço e de ser esta mulher forte que hoje saiu à rua de cabelo esticado para te cumprimentar.

Hoje amei-te minha amiga e fi-lo da única maneira que me é possível, sendo eu feliz, livrando-me das tristezas e das mágoas, das ilusões e dos caprichos dos egos que nos empurram para os abismos da dores e das melancolias.

Amar, é de facto o caminho, “amar, amar perdidamente” e tu foste a primeira a descobri-lo …