Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

36º dia - quarentena da gratidão

Grata, por trabalhar naquilo que gosto, por ter seguido os meus sonhos, por ser muito boa naquilo que faço e por saber que ainda tenho muito que aprender !!! 

 

Queridas famílias … Que se iniciem os festejos de carnaval, pois por aqui hoje demos o pontapé de saída para uma semana de folia e de tradições … 

 

Esta semana passou à velocidade da luz, foi tão rápida que por pouco nem a víamos passar por nós.  

Todavia, no meio dos nossos afazeres, abrimos os braços para dar as boas vindas à Maria Leonor que regressou de umas férias grandes. Todos vocês sabem bem o que são as vivências das adaptações, e isto de regressar à escola é como se fosse uma nova adaptação. Até porque as rotinas já estão modificadas, os hábitos já se alteraram e a própria dinâmica de grupo está diferente. Desta forma só podemos dar muito amor à Maria Leonor, compreensão, carinho e claro a nossa certeza que todo este sentimento mais chato inerente à adaptação vai passar… !!! Aos pais da Maria Leonor mandamos um grande e forte abraço e muita coragem para este período.  

 

Da semana, que termina hoje há a registar os festejos do carnaval, as caras feias dos vossos filhos para comer a sopa e muita brincadeira na rua não só entre o grupo de crianças da nossa sala, mas com todo o grupo de crianças da creche e do pré-escolar. Efetivamente, a socialização que a escola proporciona, oferece às crianças ferramentas cruciais de assertividade, resiliência e competências coletivas (trabalho em grupo) que serão os alicerces para toda a vida. Para que isso possa acontecer de uma forma assertórica é necessário que o adulto que esteja presente, seja mais um observador do que um “interventista” (palavra que acabei de roubar a língua italiana) pois, as crianças conseguem resolver os seus dilemas se lhe dermos espaço para que isso aconteça, estamos assim a ajudá-las a ter oportunidade de resolverem os seus problemas.  

E vocês perguntam e o adulto, qual o papel do adulto? E perguntam muito bem, o adulto é o tutor, a segurança, o ponto de equilíbrio onde a criança se dirige para voltar a centrar-se.  

No recreio acontece muitas vezes as crianças andam a correr e a brincar (as coisas normais) quando ficam sem um triciclo ou quando por algum motivo a brincadeira termina, a criança dirige-se para junto do adulto, não diz nada, fica ali uns minutos (como a recuperar folgo) e nisto dá uma corrida e volta a encontrar uma nova actividade. Esta é a função do adulto, a de porto seguro.  

 

As brincadeiras vão-se desenvolvendo ao ritmo do crescimento de cada criança, e sinto-me uma privilegiada em ver o crescimento dos vossos filhos através do brincar.  

 

“O brincar escapa aos adultos que frequentemente o veêm como algo separado do aprender,  o que  é não só absurdo como abusivo e cruel.” 
A Caminho de uma Utopia…Um Instituto da Criança, pág. 104 

 

Nesta semana também se registou o aumento de casos de greves à sopa. Ora pelo que me informei nada se alterou na confecção da dita refeição, a única novidade foi mesmo o bloqueio nem sempre simpático à pobre da sopa. É que já nem o facto de eu dizer que a sopa é o alimento favorito dos tubarões fortes ou dos dinossauros grandes, abona a favor de uma refeição sem reclamações. Outro aspecto que se tem vindo a verificar ao longo dos últimos tempos (e ainda aqui não referido) prende-se com o circunstância de uma grande parte das crianças da sala não comerem sozinhas e pedirem ajuda. Bem sei que são crianças pequenas, estranho só este “pedido de ajuda para comer” ser algo que se tem vindo a realçar. Iremos trabalhar por aqui um pouco mais o tema da alimentação, assim se por ai por casa houver estórias sobre comida, por favor mandem-nos (como podem verificar na planificação em anexo na quarta feira ainda não temos estória para a hora do conto, conto com a vossa ajuda, para escolher um livro…). Também, para ajudar nesta “campanha” peço-vos que tragam embalagens de alimentos (embalagens vazias, clarooooo) para colocar na nossa casinha.  

A actividade do livro da Gi, correu muitíssimo bem. Ao contrário do que é habitual nas nossas actividades, em que dou um recipiente com cola ou tinta para ser partilhado por duas crianças, esta quinta-feira, somente dei ao grupo um recipiente com cola (a atividade baseava-se em colocar cola em duas ovelhas e depois colar algodão) quem começou por espalhar a cola, terminou o atividade mais cedo logo teve de esperar pelos amigos que ainda estavam a “trabalhar”. E os amigos que começaram mais tarde a “trabalhar” tiveram de esperar que a cola chegasse ate eles. Conclusão, uma actividade que mais do trabalhar a motricidade fina e conceitos como “grande” e “pequeno” ofereceu as crianças a fantástica experiência de resiliência: “Eu quero uma coisa, mas tenho de esperar”.   

A nossa caminhada de Carnaval, foi uma curta caminhada, pois as crianças estavam demasiado distraídas com os fatos… umas iam para a esquerda outras para a direita e desta forma, fomos até ao fim da rua e voltámos para trás, até porque os assessórios dos fatos ficam na sala e as crianças queriam brincar com os mesmos. Assim, meia volta e em 15 minutos regressámos para a nossa escola para juntos dos amigos da sala de um ano. 

 

Para a semana, quinta-feira, vamos finalmente semear as favas, que estão ali guardadas à espera de uma manhã de sol. O Srº Manel já nos deu umas dicas, mas não se livra de nos ajudar.  

Partilha da semana: 

 

http://lifestyle.publico.pt/noticias/357758_os-pais-tem-medo-de-ser-pais-tem-medo-de-dizer-nao/-1 

 

Beijinhos nossos 

Nana, Vânia e “seita do pé descalço”

 

 (#‎quarentenadegratidão‬)