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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Minha vida, minhas escolhas, meu direito/dever/prazer a ser feliz…

Escrevo porque a alma precisa de se expandir para além das formas tradicionais a que o corpo está habituado, preciso de sossegos para saber de onde vim, onde estou e para onde quero ir e principalmente preciso dos silêncios das manhas de domingo para me situar entre aquilo que o mundo espera de mim e aquilo que eu própria espero de mim. Por vezes ambos os interesses entram em escaramuças levando-me a harmonizar a razão e o coração num diálogo íntimo e profundo, afastado dos tempos preenchidos pelos meios de comunicação e das distracções comuns dos nossos dias.

 

Neste (re)encontro ou neste (re)equilíbrio, as palavras unem-se no salvamento da minha pessoa. Dão forma e fundamento aos sentimentos, utilizam as regras gramaticais e os tempos verbais para me situarem no aqui e no agora. Respiro fundo. Sai mais uma fornada de ideias (in)lógicas que são trabalhadas e sentidas ate ganharem a coerência entre todas as partes que me formam e me dão vida. Pois, eu sou composta por várias fracções de muitos eu(s), todos independentes e dependentes uns dos outros, onde o resultado é o grande EU.

 

Penso que este é o trabalho de uma vida. Organizarmo-nos interiormente enquanto seres humanos, para encontrar uma fórmula que vá ao encontro das nossas necessidades, que as apaziguo e as acalmem, que as tirem da sombra a que estão destinadas pelas filosofias e receitas milagrosas, do facilitismo do novo desenvolvimento pessoal que povoam as manchetes de uma sociedade feliz, que (na verdade) está cada vez mais infeliz.  

 

Escrever foi o caminho que encontrei em mim para levar luz a todo o meu ser. É a uma necessidade intrínseca de me acalmar, de recuperar o folgo, de me organizar e principalmente de registar os passos que dou neste caminho maravilhoso de ser feliz.

 

E as palavras continuam a brotar, quando começo a escrever abro uma torneira que alimenta uma fonte que por sua vez alimenta a minha alma. E se tenho medos? Sim, tenho medos, tantos que uns se rirem de outros e outros são demasiados austeros para se rirem e pouco são realmente sérios. Combato estes poucos medos sérios e sisudos com amor. Alguém dizia que o amor consegue tudo, chega a lugares únicos e mágicos onde todos estes medos que vos falo transformam-se em jardim de flores floridas ou em nuvens feitas de algodão doce. Durante anos li isto, durante tempos infinitos desejei encontrar este género de amor, e foi quando desisti e deitei fora os ideais sensacionalista criados por uma sociedade carente e sem sentido, que cheguei a esse amor pleno de harmonia, de confiança, de bem-estar que para além dos jardins floridos e das nuvens de algodão tem também a tranquilidade de se estar em plena comunhão connosco e com o outro. Os medos? Continuam a ser transformados ou em flores ou em nuvens ou ainda em gin tónico tomados ao final do dia neste Junho quente …

O que realmente é lindo é a felicidade …

 

Não me canso de ser feliz, de o fotografar, de o escrever e de o proclamar como se eu fosse Pessoa ou Fernando ou os dois neste dia que é dele e não meu.

 

Esta coisa de ser feliz a tempo inteiro faz com que eu desconheça os efeitos que estão em moda pelas praças, ignore os sons que fazem a banda passar e nem tão-pouco saiba do andamento dos ponteiros do relógio nem dos dias apressados do calendário, porque fiz a minha escolha de ser feliz como tendência oficial e permanente de vida.

 

Deitei fora todos os rótulos que me diziam aquilo que eu tinha que ser, que vestir, que dizer e que sentir. Criei um novo ser que dispensa apresentações, é único no seu estilo de escrita, de rir, de ouvir, de ler e de amar. É verdade, amar...

 

Aprendi a amar como realmente é o amar; livre (com asas), preguiçoso (nas tardes de sofá), simples ( e bondoso), prologando (risos) e feliz (muito).

 

Mas deixando o poeta, hoje é também dia do António, que é Santo e no meio de tanta personalidade fico baralhada entre o improviso da escrita e a oratória do discurso.

 

Seja a quem for dedicado o dia, que em todos eles nós possamos caminhar com sentido da nossa essência, tranquilos e em paz, fazendo de cada um deles uma celebração da vida, tomando consciência da nossa alma, não aquela que publicamos aos quatro ventos, mas sim aquela que está escondida e somente se vai relevando á medida que expandimos a nossa consciência.

 

 

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