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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

era uma vez uma contadora de estórias que por acaso sou eu ...

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Se existe algo que eu adoro, é ser contadora de estórias !!!

O "era uma vez", abre-me portas e janelas, deixo de ser gente, e passo a ser contadora de estórias, aquela que guarda todos os segredos que povoam a frase "era uma vez" ...

Os adultos fazem de conta que não se deixam contagiar, as crianças ficam pasmadas e eu deliciada de ser observadora deste mundo incrível onde a palavra contada é multiplicada, deixando em cada ouvinte uma semente de esperança e de amor.

 

A que me sabe ser feliz ?

 

 

 

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 Sabe-me a isto ... 

A dias que começam cedo e se estendem pelas tardes de primavera na companhia dos amigos.

A horas de conversas longas e felizes, onde cada palavra chega no tempo certo e cada olhar se eterniza nas nossas memórias ...

Que bom haver dias assim, e tão bom eu poder escrever sobre eles entre este

rascunho de legenda de uma  fotografia ...

Página 160 & 161

"Anos mais tarde, numa conferência que reunia especialistas em física quântica e misticismo, no Hotel Oberoi Towers, em Bombaim, voltei a encontrá-la. Parado junto à porta, no fundo do hall de entrada, senti a sua presença junto a mim. Lá estava ela, Madre Teresa, sozinha. Viera participar na conferência, a convite dos organizadores. Ela olhou para mim e sorriu. E, até hoje, continuo a ver o seu rosto sorridente e bondoso.

Subiu ao palco e alterou o que estava previsto na agenda do encontro. Em vez de discorrer sobre os aspectos intelectuais da religião, falou do atavismo moral. Com voz firme disse, ante uma plateia deslumbrada:
- Não somos capazes de fazer grandes coisas. Mas podemos fazer pequenas coisas com um grande amor. 
(…)
A paz não pode ser apenas uma coisa que se deseja. A paz é algo que se constrói, que se faz, que se é, e que cada um deve entregar ao próximo."

 Tudo o que eu devia saber na vida aprendi no jardim de infância 

  

10 anos com 10 estórias e 10 sonhos realizados, 10 anos de vida por aqui …

Hoje tenho um encontro marcado…

Não, não é esse encontro de mais logo com a pessoa amada que chega do outro lado do mundo… (esse é o encontro da festa, da reunião, da partilha e do ser e estar no presente, vivendo-o como uma dadiva)

O encontro a que me refiro, é comigo mesma ao logo destes 10 anos de blogue …

Preciso de reler os post’s antigos, para me encontrar, ou pelo menos me lembrar das imensas estórias que moram neste lugar tão só meu, tão unicamente privado e ao mesmo tempo tão aberto ao mundo. Fui mudando as formas e as cores desta casa, alterei conteúdos, moldes de escritas e ate as imagens de fundo foram passando de umas para outras consoante as modas e manias dos tempos …

Fui muito infeliz e fui ainda mais feliz, escrevi sobre amores, desamores, aventuras, sonhos, viagens, livros, coisas que me passavam pela cabeça onde o único lugar vago para as arrumar era precisamente aqui, neste lugar no ciberespaço. Cresci, fiz imensos amigos, afastei-me de alguns, iniciei projectos lindos e despedi com justa causa tantos outros. Perdi medos, ganhei coragens, abri portas e janelas à mudança mas nunca deixei de saborear as minhas solidões.

Apaixonei-me, e esse estado prolongou-se/prolonga-se  por escritos imensos …

Escrevi e fotografei cada momento de mudança destes anos, publiquei o que de mais significativo acontecia com a minha pessoa, tornei este lugar num diário sem folhas de papel, sem capas e contracapas, sem tecto e sem paredes, um lugar a céu aberto que de tanta liberdade possuir passa despercebido as gentes … !!! Aqui só chega os amigos mais queridos e um ou outro estranho que em noites de mau tempo ou em tardes de ócio sem saberem como vêem-se diante destas palavras e deixem um comentário simpático para nunca mais voltar.

Não escrevo para as visitas, nem tão pouco para as observações dos mais, se assim fosse pouco ou nada teria aprendido. Redijo como forma de meditação, de encontro e de sossego que me acalma para que me seja sempre possível relembrar o caminho ate aqui percorrido …

Como sempre disse (mesmo antes de eu ser eu), é importante saber de onde vimos, onde estamos para então seguir frente.

A pessoa que hoje vos escreve é tão nova, tão curiosa, tão única, tão límpida que não se identifica com a pessoa que iniciou estas escritas. Mas, meus amigos, a pessoa que hoje vos escreve feliz, sabe bem, que foi graças a todas as “pessoas” que a antecederam que é possível hoje existir tal e qual como SOU.

Guardo as 10 estórias destes 10 anos em mim, juntamente com os 10 sonhos …

Mas tanto mais existe para além deste número, existe uma vida, a minha vida !!!