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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

troca de mensagens ...

Olá boa tarde Dr. Luís

 

Não imagina a alegria que foi receber a sua mensagem. A alegria que foi recebe-la e a alegria que é escrever-lhe de volta …

Realmente, a vida é algo incrível quando acreditamos e seguimos o nosso coração não existem impossíveis. A ideia da casa de Sesimbra de seu pai sempre habitou em mim, sempre senti que Sesimbra (e todas as terras) mereciam uma casa da Praia, onde as crianças (e não só, também as suas famílias) encontrassem um tempo e um espaço para se cultivarem, num ambiente tranquilo acompanhado de profissionais conscientes e convictos que educação ultrapassa (com todo o respeito pelos menos) os currículos educacionais.

 

Ainda não sei bem onde vai ser a Casa de Sesimbra, mas sei que vai ter muita cor, com vários quadros pendurados nas paredes, terá sofás e resmas de livros nas prateleiras e sabe que mais, no verão as crianças descem a rua e vão “aprender” a nadar nas águas tranquilas da praia do Ouro, junto ao café “lobo do mar” onde a minha velhinha tia Olinda prepara uns petiscos maravilhosos.

 

Em Maio quando regressar vai encontrar uma “Cezimbra” bastante diferente daquela que os seus cinco anos conheceram. Existem não um, mas vários prédios tristes espalhados pela ruas antigas e os pescadores à seria, aqueles de boina preta na cabeça e olhar cansado de mar são cada vez são menos, dando lugares aos turistas espanhóis e ingleses que quando aqui chegam pensam que encontram o paraíso a 30km de Lisboa. Houve ruas que mudaram de nome e de sentido, dizem os que mandam que a isto se chama evolução. E assim sendo, guardo o meu velho do Restelo numa caixa de Pandora, sorrio e abraço a evolução.

 

Terei um prazer em imenso em encontrar-me consigo em Maio para me contar as éstorias dessa sua casa de férias. Maio é o mês do padroeiro da vila “nosso senhor das chagas”. A dita modernidade pode ser inevitável, é bem certo, mas existem coisas que não mudam e esta festa religiosa esta no DNA das gentes que por aqui vive.

 

Bem sei, das comemorações do aniversário da Liga, na próxima quinta feira dia 25 estarei lá para assistir a uma conferência. Assim como estarei no dia 7 de Maio. Será uma honra participar em algo que acredito. E este acreditar não é um acreditar audaz ou vulgar de como quem acredita que o Sporting ganhara ao Benfica, é um acreditar que nasce no meu interior e se espalha pelo universo em algo que não tem inicio nem fim. Enquanto educadora a trabalhar numa instituição privada e vendo o que acontece diariamente no ensino questiono-me o que se pode fazer para espalhar a mensagem do seu pai, ou a poesia de Sebastião de Gama, ou a pedagogia do bom-senso de C. Freinet ou ainda “liberdade sem medo” (Summerhill) …

 

Mas não me vou alongar mais, tenho cá para mim, que esta coisa de educação é muito mais educar os adultos (que dão muitíssimo mais trabalho) do que propriamente lidar com crianças.

 

Desejo-lhe um resto de domingo fabuloso

 

Um grande abraço amigo

 

Ana

ego saltidão

Hoje vi um ego saltitão ...!!! Passou por mim o dito ego e deu-me uma vontade de rir que nem queiram saber ...

Depois, pensei: "É esta a figura que faz o meu ego quando decide que é ele que manda" ...

Fiquei seria, e deixei então passar o saltidão  ...

38º dia - quarentena da gratidão

chico o gato.JPG

 

O dia foi passando entre gatos que fingiam dormir numa savana imaginada mesmo há minha beira enquanto eu lia e dormitada ao som dos carnavais que aconteciam na vila. Este domingo foi a continuação de um sábado de leituras, preguiças, pensamentos e ideias a germinar em mim, ganhado estruturas solidas para daqui nascer um novo projeto.

 

Esta quarentena de gratidão diária entra hoje na última semana …

 

Parece-me que começou ontem o ano, a esperança, a renovação de votos e a perspetiva de tantas coisas … !!! A quarentena pode chegar ao fim (pelo menos registadas diariamente aqui) tudo o resto mantem-se em força, e a cada dia que passa essa robustez cresce, aumenta o seu tamanho dando-me alento a construir mais pontes de mim para o mundo e do mundo para mim.

 

Apercebe-me de algo agora mesmo, além de estar grata pelo dia de gatos, leituras e de te visto o filme “divertidamente”, estou em especial grata ao pormenor de ser quem sou. Não sou melhor que ninguém, nem tão pouco pior que alguém, sou exatamente igual a ti que lês estas palavras, um ser humano, com sentimentos, ideias, valores e com uma gigantesca consciência alargada do aqui e do agora. Estou grata por ter deixando os caminhos pré-definidos pelos holofotes do ego, e ser EU…

 

Ainda tenho muito caminho pela frente, mas a primeira etapa esta concluída … !!!

Estou Grata …

 

(#‎quarentenadegratidão‬)  

 

 

36º dia - quarentena da gratidão

Grata, por trabalhar naquilo que gosto, por ter seguido os meus sonhos, por ser muito boa naquilo que faço e por saber que ainda tenho muito que aprender !!! 

 

Queridas famílias … Que se iniciem os festejos de carnaval, pois por aqui hoje demos o pontapé de saída para uma semana de folia e de tradições … 

 

Esta semana passou à velocidade da luz, foi tão rápida que por pouco nem a víamos passar por nós.  

Todavia, no meio dos nossos afazeres, abrimos os braços para dar as boas vindas à Maria Leonor que regressou de umas férias grandes. Todos vocês sabem bem o que são as vivências das adaptações, e isto de regressar à escola é como se fosse uma nova adaptação. Até porque as rotinas já estão modificadas, os hábitos já se alteraram e a própria dinâmica de grupo está diferente. Desta forma só podemos dar muito amor à Maria Leonor, compreensão, carinho e claro a nossa certeza que todo este sentimento mais chato inerente à adaptação vai passar… !!! Aos pais da Maria Leonor mandamos um grande e forte abraço e muita coragem para este período.  

 

Da semana, que termina hoje há a registar os festejos do carnaval, as caras feias dos vossos filhos para comer a sopa e muita brincadeira na rua não só entre o grupo de crianças da nossa sala, mas com todo o grupo de crianças da creche e do pré-escolar. Efetivamente, a socialização que a escola proporciona, oferece às crianças ferramentas cruciais de assertividade, resiliência e competências coletivas (trabalho em grupo) que serão os alicerces para toda a vida. Para que isso possa acontecer de uma forma assertórica é necessário que o adulto que esteja presente, seja mais um observador do que um “interventista” (palavra que acabei de roubar a língua italiana) pois, as crianças conseguem resolver os seus dilemas se lhe dermos espaço para que isso aconteça, estamos assim a ajudá-las a ter oportunidade de resolverem os seus problemas.  

E vocês perguntam e o adulto, qual o papel do adulto? E perguntam muito bem, o adulto é o tutor, a segurança, o ponto de equilíbrio onde a criança se dirige para voltar a centrar-se.  

No recreio acontece muitas vezes as crianças andam a correr e a brincar (as coisas normais) quando ficam sem um triciclo ou quando por algum motivo a brincadeira termina, a criança dirige-se para junto do adulto, não diz nada, fica ali uns minutos (como a recuperar folgo) e nisto dá uma corrida e volta a encontrar uma nova actividade. Esta é a função do adulto, a de porto seguro.  

 

As brincadeiras vão-se desenvolvendo ao ritmo do crescimento de cada criança, e sinto-me uma privilegiada em ver o crescimento dos vossos filhos através do brincar.  

 

“O brincar escapa aos adultos que frequentemente o veêm como algo separado do aprender,  o que  é não só absurdo como abusivo e cruel.” 
A Caminho de uma Utopia…Um Instituto da Criança, pág. 104 

 

Nesta semana também se registou o aumento de casos de greves à sopa. Ora pelo que me informei nada se alterou na confecção da dita refeição, a única novidade foi mesmo o bloqueio nem sempre simpático à pobre da sopa. É que já nem o facto de eu dizer que a sopa é o alimento favorito dos tubarões fortes ou dos dinossauros grandes, abona a favor de uma refeição sem reclamações. Outro aspecto que se tem vindo a verificar ao longo dos últimos tempos (e ainda aqui não referido) prende-se com o circunstância de uma grande parte das crianças da sala não comerem sozinhas e pedirem ajuda. Bem sei que são crianças pequenas, estranho só este “pedido de ajuda para comer” ser algo que se tem vindo a realçar. Iremos trabalhar por aqui um pouco mais o tema da alimentação, assim se por ai por casa houver estórias sobre comida, por favor mandem-nos (como podem verificar na planificação em anexo na quarta feira ainda não temos estória para a hora do conto, conto com a vossa ajuda, para escolher um livro…). Também, para ajudar nesta “campanha” peço-vos que tragam embalagens de alimentos (embalagens vazias, clarooooo) para colocar na nossa casinha.  

A actividade do livro da Gi, correu muitíssimo bem. Ao contrário do que é habitual nas nossas actividades, em que dou um recipiente com cola ou tinta para ser partilhado por duas crianças, esta quinta-feira, somente dei ao grupo um recipiente com cola (a atividade baseava-se em colocar cola em duas ovelhas e depois colar algodão) quem começou por espalhar a cola, terminou o atividade mais cedo logo teve de esperar pelos amigos que ainda estavam a “trabalhar”. E os amigos que começaram mais tarde a “trabalhar” tiveram de esperar que a cola chegasse ate eles. Conclusão, uma actividade que mais do trabalhar a motricidade fina e conceitos como “grande” e “pequeno” ofereceu as crianças a fantástica experiência de resiliência: “Eu quero uma coisa, mas tenho de esperar”.   

A nossa caminhada de Carnaval, foi uma curta caminhada, pois as crianças estavam demasiado distraídas com os fatos… umas iam para a esquerda outras para a direita e desta forma, fomos até ao fim da rua e voltámos para trás, até porque os assessórios dos fatos ficam na sala e as crianças queriam brincar com os mesmos. Assim, meia volta e em 15 minutos regressámos para a nossa escola para juntos dos amigos da sala de um ano. 

 

Para a semana, quinta-feira, vamos finalmente semear as favas, que estão ali guardadas à espera de uma manhã de sol. O Srº Manel já nos deu umas dicas, mas não se livra de nos ajudar.  

Partilha da semana: 

 

http://lifestyle.publico.pt/noticias/357758_os-pais-tem-medo-de-ser-pais-tem-medo-de-dizer-nao/-1 

 

Beijinhos nossos 

Nana, Vânia e “seita do pé descalço”

 

 (#‎quarentenadegratidão‬)