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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

adeus 2015, foi um prazer ...

Não sou dada a reflexões de final de ano, nem tão pouco a prognósticos a curto, medio ou a longo prazo. Desta forma o dia de hoje (para quem não sabe ultimo dia do ano, não vá haver alguém distraído) é vivido por mim com bastante tranquilidade, longe das brilhantinas que adoçam a chegada do novo ano.

Gosto de me deixar ficar por aqui e por acolá, sossegada não vá eu assustar o 2016 e ele dar meia volta e voltar lá para a terra dos cangurus (lugar que por norma todos os anos novos escolhem sempre para chegar primeiro).

365 dias passaram e mais estão a chegar. A vida não sossega nem tão pouco faz contagem de dias, de anos ou de qualquer outra coisa, a vida avança simplesmente sem pressas e sem vagares alheia as nossas vontades ou desejos, acontece independentemente daquilo que fazemos com mais 366 dias dando-nos a liberdade completa para fazermos o que queremos …

E eu tenha tanta coisa que quero fazer …

Lago dos Cisnes ...

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Quem me conhece, sabe que adoro ballet …

Adoro música clássica e vibro com mistura de elegância e delicadeza dos movimentos das bailarinas que acompanham os sons por uma autoestrada (livre de portagens) ate ao lugar mais remoto da nossa alma. Aquele lugar que raramente se abre ao mundo exterior, que está fechado a sete chaves, que esta longe das gentes e das multidões abre-se quando assiste a um espetáculo de tamanha sensibilidade como é o caso do Lago dos Cisnes.

 

Este bailado é uma enorme beleza que desabrocha em nos ou em forma de lágrimas ou num alvoroço puro e feliz que se transforma num sorriso largo que se expande pelo rosto. Em cada nova cena, em cada novo ato vamos ficando mais embrenhados na estória, queremos também nos, simples mortais ter um bocadinho daquela formosura, daqueles movimentos soltos daquela vulnerabilidade tão perfeita que nos enfeitiça por completo. Ficamos hipnotizados pelo movimento singelo dos cisnes que as tantas esquecemos que são mulheres pois garanto que existe um momento em que são mesmo cisnes.

 

E o encantamento da vida é este, é nos deixamos levar sem receios, pela música, pelos movimentos, pela cor, pela beleza, deixar de observar com só com olhos e deixar a alma habitar em nós.

 

 

O Lago dos Cines, faz parte das minhas memórias mais antigas, não me perguntem como isto é possível. Na minha infância não havia qualquer ligação a ballet ou tão pouco música clássica, mas o meu coração conhece o compasso deste bailado. Ontem tive a certeza (uma vez mais) que existe muito mais entre o céu e a terra do que aquilo que imaginamos.

 

 

Também ontem o Príncipe Siegfried voltou a ser enganado pela Feiticeira Odile mas claro que lutou com todas as suas forças e no final o Amor tudo vence e a Princesa Odette cai-lhe nos braços é assim, a mesma estória desde de 1877 … Contudo, o que ninguém sabe é que o verdadeiro Príncipe (muitíssimo mais bonito, muitíssimo mais simpático e muitíssimo mais inteligente) estava sentado mesmo mesmo mesmo ao meu lado na fila H no Olga Cadaval em Sintra … É assim desde de 2010 !!! 

manhãs de sábado

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Este animal é a preguiça em forma de bicho ...

Por aqui o dia começa tão devagar, mas tão devagar,

que um simples caracol perto de nós parece um carro de fórmula 1...

 

Florbela Espanca ...

Minha querida amiga, Florbela !!!

Que bom que te é escrever em mais um aniversário, em mais um ano,em mais uma fabulosa partilha da tua, da minha das nossas vidas e dos nossos sonhos …

Quando chega o Dezembro retiro-te da estante dos livros não esquecidos para te reencontrar, a ti e a mim num tempo em que eu acreditava que me falavas ao ouvido contando estórias de tempos passados que povoavam então a minha imaginação e o meu coração. Acreditava, eu menina na altura, que contabilizavas os meus passos como forma de me protegeres dos males e das imperfeições desta vida.

Que bom e que bem que me sabe este nosso reencontro, este abraço e este olá de quem se conhece desde de sempre partilhando segredos e sentimentos que o comum mortal classificaria como demência ou alienação de mentes fracas e de corações débeis de senhoritas que dedicam mais tempo às letras do que à realidade da vida.

Hoje, visitei-te de coração cheio, de braços abertos e de alma emocionada. Andei pelas ruas da tua vila, mais parecia eu que desfilava vaidosa, sim e porque não vaidosa? Vaidosa da nossa amizade e do amor que levava  pendurado no braço e de ser esta mulher forte que hoje saiu à rua de cabelo esticado para te cumprimentar.

Hoje amei-te minha amiga e fi-lo da única maneira que me é possível, sendo eu feliz, livrando-me das tristezas e das mágoas, das ilusões e dos caprichos dos egos que nos empurram para os abismos da dores e das melancolias.

Amar, é de facto o caminho, “amar, amar perdidamente” e tu foste a primeira a descobri-lo …