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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

A Lisboa que me encanta ...

 

 

Esta é a Lisboa dos segredos pouco escondidos e dos recantos furtivos de ruas cheias de excursionistas de chapéu de palha que calçam sandálias com meias…

Esta é a Lisboa dos amores antigos e dos amores novos, dos fados esganiçados da mouraria onde a severa não tem descanso nem de dia nem de noite …

Esta é a Lisboa do António que é santo e do santo que é António que trazem consigo as sardinhas, o menino e pedidos de bem-quereres …

Ontem pela primeira vez, na igreja do Santo António em Alfama desci ate ao lugar onde supostamente nasceu o António. Apercebi-me de que aquele local diminuto é lugar de peregrinação não só de turistas louros e altos com pele vermelha  queimada pelo forte sol lisboeta , mas sim de uma variada de pessoas desde de indianos com as suas roupas coloridas ate a mim portuguesa, uma imensidão de pessoas, um reboliço de culturas que por algum motivo desconhecido ou não passam por ali e deixam um sorriso …

Naquele lugar ajoelhou-se João Paulo II em 1982, e para mim, uma não católica, foi uma surpresa encontrar-me num sítio de devoção onde esteve uma personagem pela qual nutro uma real simpatia …

Agradeci, também … Ora pois !!!

Junto à parede do lado esquerdo existe uma caixa de madeira com a imagem do santo onde se colocam as “gratidões” … Contudo, tais gratidões vão para além da modesta moeda e do seu valor monetário. Tal caixa, que poderia ser uma simples caixa de madeira, está cheia de mensagem de gratidão, ora escritas em papel, ora escritas em pequenas chapas de alumínio!!! Fiquei fascinada, fiquei radiante, fiquei comovida pequenas frases em varias línguas e mesmo sem perceber o que muitas diziam foi-me fácil perceber o imenso amor que estava colocado em cada palavra, em cada letra ali deixadas…

Quantas vezes pedimos e pedimos e pedimos e muitas vezes exigimos algo e quando eventualmente, tal acontece e esquecemos de estar gratos

Lembrei-me das noites antigas de santo António, que por entre festas e devoções acendia uma vela junto a estátua do Santo na rua e pedia, pedia o grande amor …

Não sei se é milagre, ou se o Santo deu uma ajudinha ou se ele tem realmente alguma coisa haver com as nossas vidas, somente sei que encontrei esse grande amor … e para vias das duvidas, agradeci.  Hoje quando forem a capela do santo António vão encontrar um agradecimento em português, escrito num pedaço de papel: “grata”!!! É o meu !!! Grata Santo António padroeiro da Lisboa que me encanta … Grata pelo grande amor!!! Grata pelo amor que sou e que sinto...