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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Quais as crenças que acreditas ser necessário modificar para que o teu caminho para a felicidade esteja cheio de autenticidade?

 

Penso que não existe um caminho para a felicidade, a felicidade é o próprio caminho…

Pode parecer uma frase feita, batida e comum, escrita nos muros das cidades grandes e postada vezes sem conta no facebook, mas considero, profundamente, com todo o meu ser e do fundo do meu âmago que o caminho é a felicidade. E o caminho é feito todos os dias, quando acordamos de manhã e ainda estamos enrolados nos cobertores a desejar mais cinco minutos, quando tomamos banho e deixamos a agua escorregar pelo nosso corpo, quando ouvimos as notícias das crises e coisas afins, quando fazemos amor com a pessoa que amamos ou quando por exemplo vos escrevo numa sexta feira à noite com mau tempo do lado de fora da janela. Todo o nosso tempo faz parte do nosso caminho, e só nos leva a um lugar: à morte! Não valerá certamente, abrir aqui um debate publico sobre o que é isso de morrer, seja o que for uma coisa posso ter a certeza (ou podemos ter certeza) o eu como agora conheço, o eu como agora sou irá ser modificado nessa passagem a que chamamos morte, a minha identidade como Ana deverá certamente ser alterada. Por isso, o caminho deverá encerrar em sim a felicidade. Deveremos encontrar no nosso dia a dia, em todos os detalhes quotidianos essa mesma felicidade. Dizia um amigo meu há dias, que o ser humano inverteu as situações, faz da vida uma tristeza com picos de felicidade, quando na verdade a vida é uma constante felicidade com alguns picos de tristeza …

São neste picos de tristeza que vamos encontrar material a ser trabalho (é aqui se encontra a caixa de pandora) e é também aqui, que se encerram as nossas crenças, logo é nesta lindinha caixinha que dou início a esta reflexão …

A crença de que não sou merecedora de ser feliz, é a primeira a sair da caixa e a ser exposta aqui em praça pública. É tratada devagarinho já há algum tempo, contudo, confesso que nos últimos anos levou um arraso de tratamento fatal eu diria (sem querer de modo algum ferir sentimentos e utilizando a expressão somente com valor metafórico) fiz uma grande quimioterapia a esta crença que durante anos me fez ficar encolhida em mim mesma. Estou no recobro desse tratamento. O engraçado é que a palavra recobro tem como parente próxima a palavra renascimento, assim, poderei dizer que renasci e estou a dar os primeiros passos neste meu novo ser. E é igualmente humorístico uma vez que até o meu cabelo está, pela primeira vez na minha vida, grande, algo que sempre desejei e algo que tem um profundo significado para mim.

Não tão menos importante como a primeira crença que saiu da caixa, deparo-me com a crença de que o “outro” tem uma vida perfeita e eu continuo sempre com os mesmos problemas … nada a dizer a meu favor, tenho que tratar disto !!!

Por fim (mas não mesmo relevante) e não sabendo se se trata de uma crença, ou algo parecido, tenho que encontrar forma de acabar de vez com os “filmes” que a minha mente faz. Estou extremamente cansada de ter sessões extras e matines constantes de cinema triste de conjunturas projectadas pela minha cabeça. Quando não se vive o aqui e a agora só existem duas coisas: ou se vai pensar em coisas do passado ou se projecta o futuro, ambas são lixo que de nada servem, unicamente nos consomem tempo. O ditado popular diz-nos que tempo é dinheiro (este deve ser o único ditado popular que não gosto) transformo-o em “tempo é felicidade”. A meditação e a contemplação têm sido ferramentas de extrema importância que me tem ajudado muitíssimo, mas ainda tenho que tratar melhor desta parte. Provavelmente, meditando mais!   

Nunca ninguém disse que era fácil, somente que valeria bem a pena …