Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

365 ...

Descobri uma coisa que me deixou encantada!!! Nós os dois lado a lado, fazemos a mais bela de todas as viagem: vivemos,descobrimos, rimos, pensamos, questionamos e amamo-nos ... "Não vês que somos viajantes? E tu perguntas: o que é viajar? Eu te respondo com uma palavra: é avançar" santo agostinho Que bom que é avançar contigo :) e agora já pode vir o 2014!!!

Oração

Agradecida Por ser quem sou Por saber estar Por saber ser Por reclamar Por querer mais Por aceitar Por sonhar,

Enfim ... Agradecida, (sempre) por AMAR!!!

tpc da semana passada ...

Querida Maria!

Aqui estou eu, sentada ao sol nesta manhã feliz de sábado pronta de alma e coração abertos para te escrever!

Irei tentar não esquecer de abordar nenhum tópico das nossas conversas. Caso algum fique perdido será culpa da minha distração inata e das palavras que saem espontaneamente de mim tendo estas vida própria deixando muito pouco espaço para as conseguir manobrar.

As vezes, penso que quando pego na caneta para rabiscar uma força muito maior comanda a arrumação da escrita, pouca influência tenho sobre o resultado final …

Raízes

Vivo (como já te disse) numa vila pequena que atualmente é destino turístico nacional e internacional, contudo, quando eu era muito mais pequena do que sou agora, Sesimbra era somente uma vila piscatória meio esquecida entre uma curva e um cruzamento perto da capital . Toda a minha infância foi vagueada por aqui, entre o mar e a serra, entre aiolas e o castelo esquecido de Dom Sancho I, entre as histórias que me contavam e aquelas que eu criava. Havia relatos nessas histórias que me contavam, de homens e mulheres a quem o mar nunca se curvou, tios que morrem em alto mar e outros que se safaram da morte por milagre (atribuídos sempre ao santo da terra). Havia narrações de fomes e necessidades que os meus avôs passaram, existiu sempre a biografia da minha bisavó que veio de Aveiro e lia na praia, historias trazidas pelas carrinhas bibliotecas da fundação Calouste Gulbenkian aos meninos e meninas de pé descalço a quem a vida poucas oportunidades dava. A bisavó Joana, que todos dizem que foi dela que herdei a mestria de ser contadora de histórias e uma inata sonhadora.

Tudo aquilo que sou eu hoje, esta assente nestas histórias algumas vividas, outras ouvidas e algumas ate imaginadas… Sei de onde vim, onde estou e onde quero ir … quero o mundo!!! Talvez por passar a minha meninice em frente ao mar a contemplar o horizonte, a ver os barcos lá ao longe, a ouvir histórias de piratas e viagens a terras desconhecidas realizadas pelo meu avô (nomeadamente, Marrocos, Canarias, Africa do Sul) tudo isto, fomentou a minha imensa vontade de abrir os braços e devorar o mundo.

Aqui é a minha casa, mas ao mesmo tempo o mundo é a minha grande casa. Gosto de partir assim como gosto de chegar. Por isso passei de certa maneira uma infância impregnada de sonhos além mar e de pensamentos que ninguém compreendia, sabia que tinha que ir mais além. Dar este salto para fora das fronteiras do conforto foi a maior experiencia que fiz em toda a minha vida. E é algo que acontece todos os dias quando abro a janela porque todos os dias me lembro que existe muito mundo para conhecer e ao conhece-lo todos os meus antepassados que povoam o meu imenso leque de historias viajam comigo …

Claro, que nos anos 80 quando o mundo ainda era verdadeiramente uma laranja, uma criança querer conhecer para lá da sua aldeia abriu uma porta: a porta da solidão! Não havia muitas crianças com a mesma disponibilidade para este tipo de aventura o resultado foi que comecei a passar muito tempo comigo, a gostar de estar comigo tal e qual como agora que te escrevo, onde ouço os pássaros lá fora e ouço os pensamentos a serem organizados. Sinto-me em plena comunhão com tudo a minha beira.

Dispenso gentes e multidões…

Só existe uma pessoa que quando esta ao meu lado consigo manter este estado de contemplação é o apaziguamento da alma …

“ Abrir o peito e deixar ser” esta é a metáfora que encontro que melhor define este estado em que me encontro agora. É uma entrega sem precedentes ao mundo e principalmente a mim mesma. Talvez, querida Maria, seja este o momento em que eu me encontro (como me tens pedido para fazer).

Meditar

Sabes, para mim meditar é o que estou a fazer agora, escrever, sentir o sol a entrar pela janela, de frase em frase fecho um olho e depois outro, estou consciente da minha respiração, tenho um sorriso no rosto e estou tranquila. Outra forma que encontro de meditação é quando pego na maquina fotográfica e ando aos clik’s por aqui e por acolá. São formas empíricas de meditação que descobri para acalmar a minha mente.

Contudo, percebo muito bem o que me dizes quando me pedes para encontrar tempo no meio dia a dia e me observar, ou quando me pedes para meditar … estou a tratar disso prof :) 

 

 

 

Chegou assim a mensagem do dia ...

“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!” (Fernando Pessoa)