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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

falsos dizeres ...

Dizem por ai rua a cima rua a baixo, que não se pode morrer de amores…


Pois, ora então, oh  gentes de dizeres na ponta da língua, venham aqui a minha beira,para que entre uma e outra palavra, perceberem finalmente, que a Inês aquela das outras épocas morreu de amor sim, e que neste tempo inconstante de modas, caprichos e vontade sociais, estou eu morta (e muito bem morta) culpa de um amor que vive lá para os lados do além muito tejo. Como tal aconteceu, querem saber oh gentes? Sei lá, um dia acordei e já estava toda a minha pessoa cheia de amor.


O que não se diz, nem se publica sobre este tema, o que se esconde (não sei bem porque) é do enorme prazer que é morrer de amor, estar morta de amor e querer continuar neste estado sem registos, conhecidos por alguns mas somente, vivenciados por poucos.

linhas (des) torcidas

Não tenho escrito, porque segundo me contaram quem tem as linhas torcidas (sejam elas do pé ou do braço) fica incapacitado de juntar mais de duas palavras que possam eventualmente fazer sentido!!!


Hoje, depois de uma noite de dores no braço e com a ideia que tal membro iria com toda a certeza cair em breve, resolvi ir ate ao curandeiro cá da vila. O Senhor na casa dos seus muitos anos avanços, colocou as minhas linhas no devido lugar e entre um puxão aqui e um puxão acolá e uns ossos a estalar que nem varas verdes, voltei a ter mobilidade na mão direita o que me possibilita de vos escrever neste momento…


O que me levou a pensar que esta coisa de ter um corpo tem muito que se lhe diga, ora então uma pessoa anda pela rua e zass apanha uma corrente de ar e torce uma linha? Anda torcida, a pessoa sem saber muito bem como tal aconteceu. Obviamente, existe sempre desculpas que são politicamente aceites, tais como: anda a trabalhar de mais, ou a mais comum nestes dias: é da crise.


Contudo, não foi a malvada linha (ou linhas) fora do lugar que me surpreenderam. O curandeiro é um homem daqui da terra, antigo pescador vizinho da minha avó e que faz parte das minhas personagens míticas da infância, pois qualquer problema de osso fora do lugar o Canana (nome do senhor em questão) resolvia e tal boa fama passou as fronteiras do município e julgo que ate chegou muito além do tejo. Por isso é de imaginar que em plenos e lindos anos 80 as pessoas e as suas histórias fizessem fila a porta de casa do senhor para levarem uns valentes esticões e saírem de lá direitos, hirtos e firmes. Mas como estava a contar, o que me surpreendeu deveras foi a  capacidade do senhor de avaliar, de conhecer, de observar, de intuir o corpo humano, de agarrar num pedaço de corpo de uma pessoa (estranha ou não estranha) e com a toda a tranquilidade pressentir o que esta menos bem sem aquela conversa que se dói o fígado é porque tens medos, se dói o dedo do pé é porque não comunicas … sei lá, essas coisas, onde para todo esse mal existe um chá apropriado mais ou menos agradável!!! O engraçado é que não sei como o senhor aprendeu esta arte de compreender o funcionamento do corpo. Reconheço pequenas coisas do que faz nomeadamente a terapia sacro craniana e quando deixou ficar por breves segundos a mãos nos ombros senti assim um quente muito reikiano! Não sei, temos sempre tendência a reconhecer ou a catalogar coisas …  Seja o que for e seja como ele aprendeu, o braço esta no devido lugar (longe de cair) e as dores de cabeça se as tenho foi do vinho que bebi ao jantar!!!


É importante saber de onde vimos, onde estamos e para onde queremos ir, este tem sido o meu lema de vida dos últimos 32 anos. Sabe-me bem colocar as linhas no lugar para poder continuar em frente. Assim, como me sabe bem recorrer a tradição para voltar a ter os trilhos em bom funcionamento. 

Và dove ti porta il cuore

"(...) fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar." 

Esta Senhora, deu-me coragem (num tempo de mau tempo) a seguir sempre os meus sentimentos

Já lá vão cerca de 15 anos desde que nos conhecemos, e desde então, só conheço um caminho...

O do meu Coração!!! Tenho saudades suas ... (hoje vou lê-la)

Tendo em conta que o dia 18 chega amanha, esta mensagem chegou mesmo em boa hora...

RENASCER 

Tu estás a renascer. Em todos os sentidos,
em todas as formas, nas mais pequenas
acções quotidianas, estás a nascer outra vez
para uma nova vida. (...) Cada vez vibras mais alto, mais
puro, mais subtil. Cada vez mais, alcanças a
dimensão do céu (...). 

Este é o tempo do renascimento. É o tempo
dos homens entenderem a missão.
Entenderem que a verdadeira missão, a
única missão possível para o ser humano
dentro da humanidade, é conseguir ser
único, inconfundível e inviolável. É
conseguir destacar-se de mais de sete
mil milhões de pessoas. 

Ser autêntico.
Ser orgânico.
Ser especial.

fantástico ...

Já tinha sido arrebatada pelo assombroso Ildefonso Falcones em a Catedral do Mar, contudo, nada me preparava para o deslumbramento que este a Mão de Fátima iria ter em mim!!!

Que o senhor escreve bem, nada de novidade! Que as historias ganham caminhos perplexos que se ligam entre si e se entrelaçam de maneiras tão singelas que nos deixam a nós (despretensiosos leitores) agarrados as personagens como se fossemos igualmente parte fundamental do enredo, também não é novidade alguma.

 Idefonso Falcones, especialista nesta arte de envolver leitor versos personagens,  incube a nós  a tarefa diária de abrir o livro, de  ter que o ler. Como se (tentar explicar isto é difícil), como se toda a história parasse enquanto o livro esta pousado em cima da mesa a nossa espera. Só quando o abrimos, só quando começamos a lê-lo , Hermando respira dando sequência a novela, da qual ele é personagem principal.

A novidade, bem a novidade não a posso revelar, ninguém consegue imaginar o final (por muita imaginação que possa ter) … volto a escrever: é fantástico

O livro está dedicado aos filhos do escritor, entre outros, mas especialmente as “ (…)crianças que sofreram e infelizmente ainda sofrem as consequências de um mundo cujos problemas somos incapazes de resolver”

Eu iria um pouco mais longe, dedico este livro (se tal me é permitido) a quem compreende que não existe uma religião melhor do que outra …

Todos nos somos bons, todos nos somos maus!!! O mundo é dual, o ser humano como parte desse mundo é igualmente dual. Guardando em nos  o melhor e o pior …