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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

noticias das férias por aqui...

Querida amiga!!!

Por aqui os dias tem passado como já te tinha dito de uma forma bastante tranquila, o que me tem dado tempo para descansar. Deixo-me  ficar entre preguiças e pequenas coisas que para nos que trabalhamos todos os dias das 9h ás 18h se tornam mais complicadas de se fazer…

Ontem, andava aqui por casa entre a rede e o sofá e sem pensar muito bem peguei na máquina fotográfica e fui até ao palácio de ***** que fica aqui perto de minha casa.

O caminho para lá chegar já vale bem a pena, campo profundo com a serra da arrábida a fazer de cenário. Quando cheguei ao palácio, bati timidamente a uma das portas (alias, meio atrapalhada, pois para lá chegar tive de passar por uma dezena de placas que me avisavam que o caminho era privado, que estava em propriedade privada e coisas desses género). Surge na janela um senhor que me disse que poderia estar a vontade pela propriedade mas para não tirar fotografias ao palácio e as casas a sua volta.

Bem, andei por lá encantada a tarde toda, entre jardins que parecem saídos da imaginação de uma Alice no pais das maravilhas e muros que estavam ansiosos por contar as histórias de outros séculos. Do lago, das estátuas, dos azulejos, do relógio de sol, da queijaria, de toda a serra envolvente e do próprio palácio (só visto da parte de fora) guardo somente as descrições e algumas imagens. Pois existe belezas que não podem ser descritas ou retratadas …

Quando me vinha embora tive de voltar a bater a porta para agradecer ao senhor e para lhe mostrar as fotos, explicar-lhe como a muito custo tinha poupado a arquitetura ao clique da máquina. O senhor mostrou-se muito amável e foi então que lhe disse que ele tinha uma propriedade fantástica para fazer os mais variados eventos, desde de cursos de fotografias durante por exemplo um fim de semana, ate cursos de Reiki  etc… (isto porque o palácio neste momento aluga quatros, turismo rural – de luxo) … o senhor  (que mais tarde fim a saber que se trata do duque cá do sitio, dom P.) ficou encantado com as coisas que eu lhe dizia, respondia que nunca ninguém lhe tinha dito tais coisas, perguntou-me se eu estaria disposta a fazer um curso de fotografia, disse-lhe que ainda estou a dominar a maquina, mas para ele não descartar essa hipótese. Ate porque as pessoas das cidades estão sedentas de cultura e de espaços tranquilos e uma vez por aqui a vila já tem o titulo de princesa só lhe falta o toque real.

(...) Bom, esta a grande novidade que tinha de ser partilhada …

Beijinhos para vocês todos ai em casa, continuação de boas ferias 

 

...

 

Depois do brilhante “Sombra do vento” e do tão quase tão brilhante “O jogo do anjo”  …

Chegou a vez do “O prisioneiro do céu” também ele se tornar cintilante, entre os meus livros de eleição!!!

Voltar a Barcelona conduzida pelas palavras de Carlos Ruiz Zanfón é um gozo tremendo e um contentamento que poucos escritores me podem oferecer neste género de livros…

Nesta trama sempre ela bem conduzida, voltamos ao cemitério dos livros esquecidos, ás ruas, aos becos e ás avenidas de uma Barcelona um pouco mais limpa, mas mantendo sempre o inadiável mistério e o sussurro alheio bem de perto para que nós não nos esqueça-mos da teia de enredos que nos conduziu ao longos dos livros anteriores. Para contar com toda a pompa e circunstancia todos os detalhes desta história temos o querido Daniel Sempere que de o tanto ler parece-me a mim alguém com quem poderia sair um dia destes e perguntar-lhe cara a cara algumas das pontas deixadas soltas neste “O prisioneiro do céu” que na verdade faz uma ponte para um próximo livro…