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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

...

Dizem as pessoas que sabem tudo, que o Outono é a época correta das crises e dessas coisas parecidas …

(não crises financeiras, pois essas, infelizmente, perduram as quatros estações)

Pois, tenho a dizer, que comigo passa-se algo estranho, a crise sazonal que deveria acontecer lá para meados de outubro, abate-se sobre mim enquanto vivemos o Verão …

Não gosto do Verão, irrita-me, o que posso eu fazer!!!

Irrita-me ter calor, irrita-me suar, irrita-me avaliações de ano letivo, irrita-me praias cheias, irrita-me programas idiotas só porque é verão, irrita-me o bicho melga, irrita-me ter sede, irrita-me ter fome e não me apetecer comer, irrita-me as minhas torradas não me saberem bem, irrita-me não ter piscina, irrita-me ver as minhas mantas guardadas, irrita-me conduzir, irrita-me os fogos e irrita-me não ter onde estacionar em Sesimbra…

Gosto de poucas coisas destes dias, gosto dos dias grandes, de ler deitada na rede, da sardinha e claro das férias …

Contudo, se tivesse oportunidade tirava férias, lá esta, no Outono!!!

Por isso este ano (tendo em conta que o verão – graças a deus, já vai a meio e as ferias estão ali mesmo a beira de chegar) decidi fazer as pazes com a época em que vivemos. Aviso que se tivessem que classificar o ego das estações do ano, o verão teria o ego mais avassaladoramente irritante… tem a mania que é melhor que todas as outras estações e coisa e tal é muita bom, bahhhh!!!

Reaver laços com o Verão será uma tarefa difícil, diria mesmo tarefa arduamente delicada. Pois o ano passado a coisa foi terrível, entrei a pés juntos, fiz birra, fui teimosa e acabei doente devido a uma insolação logo na primeira semana de férias (ainda hoje sinto as mazelas dessa coisa de insolação, tenho extrema dificuldade em me expor ao sol)… !!!

 Foi o primeiro ano sem viagens, sem festivais, sem distrações o resultado foi catastrófico …

A meio de Agosto, não sabia se dever-me-ia internar no Júlio de Matos ou começar a andar ate chegar a um país onde as temperaturas fossem abaixo dos 10graus

Este ano contínuo sem viagens, sem festivais, sem distrações mas preparada em grande para uma temporada tranquila, eu, a maria (maquina fotográfica) e uma ideia que anda por aqui …

Verão, Verão, este ano não me passas a perna !!!

 

Nota: na segunda ou da terça ou num desses dias por ai perto, fui a praia depois do trabalho, com a ajuda dos céus e dos arredores consegui estacionamento junto a linha de agua. Obviamente que estive na praia no máximo 15 minutos (eram gentes, eram crianças, eram cães e gatos e bichos variados, eram pessoas e mais pessoas e uma agua absurdamente gelada, bolas estava calor, era de facto o dia mais quente do ano mas levar com um balde de gelo, tenham lá calma) e enquanto me tentava enquadrar no esquema “verão is the best” , vi uma cena que me ajudou a acalmar. Observei como uma estudiosa antropóloga um grupo de miúdos e miúdas (dos seus 15, 16 anos) a brincar (sim, se eles lerem isto vão se sentir ofendidos, pois  já não são crianças para brincarem) estavam em atividades que consistiam em: correr, puxar pelos pés, gritar, molharem-se uns outros, risinhos, cumplicidades. Reconheci a magia nos rostos, mas magia não chega, uma coisa no rosto que não sei o nome, reconheci essa “coisa sem nome” no rosto daqueles miúdos. Lembrei-me, então que houve tempos em que eu gostava do Verão, e não havia dia sem praia, apanhava a famosa “camioneta” (mais conhecido por autocarro) das 13h (depois de fazer todas as lides que me competiam em casa) e só regressava quando o sol dobrava a serra …  recordei os amigos, os tais risinhos, as famosas cumplicidades e no cenário daquele grupo de miúdos para o meu grupos de miúdos de a 20 anos atras em nada muda, só se acrescenta  os telemóveis ao cenário atual … Sim, eu já gostei do verão !!!

Depois deste apogeu de reconciliação lá uma criança passou por mim a gritar e um cão a ladrar e uma mãe a falar com o filho como se ele fosse um ser de outro planeta “ menino a mãe já disse que tem que molhar o pezinho”… (uma vez mais bahhhh) peguei na toalha agradeci o lugar perto (não para chegar rápido, mas sim para sair dali ainda mais rápido)  …

Verão estou a preparar-me para ti ...!!!

 

obras ...

Fazer obras no blogue sapo é tarefa complicada, tão mais complicada, do que por exemplo o homem ter chegado a lua ...

(mas porque razão não estou eu quieta...)

short storie I

Penso, seriamente que as mulheres da minha família foram amaldiçoadas…


E sendo eu da penúltima geração, estou sem sombra de dúvida, incluída nessa espécie de seres que vêm a esta vida sem sorte nem norte, atadas a amores eternos convivendo com uma fragilidade feroz que corrói o espirito, a alma e tudo mais em redor.


Atrevo-me a dizer (passado 31 e mais de 1/5 anos) que carrego em mim toda a nostalgia de gerações de mulheres aprisionadas em estranhos esquemas de total insanidade mental.


Tenho gravado no DMA a loucura de uma bisavó, que deambulava pela então aldeia a contar histórias que só as crianças e os velhos como ela sabiam ouvir…


Joana, de seu nome, esta avó abandou a sua família dita de posses e bens, família mui educada lá das as terras de Aveiro, diz quem ainda sabe e consegue re-lembrar que esta avó minha era ainda parenta dos duques lá da terra.


Deixou o palácio, as embarcações da pesca do bacalhau, os fatos de renda e os chapéus franceses porque se apaixonou por um rapaz pobre que não correspondia aos requisitos correntes na corte aveirense…


Também ela estava amaldiçoada (só que não sabia então) …


Viveu a vida toda com uma garrafa de tinto escondido, nunca deixou de contar historias, nem de ler para os pirralhos sempre que chegava a então já vila Sesimbra, a biblioteca da gulbenkian, pois a avó era das poucas pessoas que sabia ler naquelas paragens…


São mulheres como esta avó Joana que não me deixam amar de outra forma.


Amo sem conhecer milite, como se a força do universo nascesse no meu peito…


Amo sabendo que não poderia ser de outra maneira.


Estas mulheres guardaram para mim a força do mundo, guardo a pujança de acreditar que tudo é possível!!!


Não tenho escapatória a esta loucura a que Platão chamou de divina.


A avó morreu a mais anos do que aqueles que me consigo lembrar e que estão no b.i, não sei se foi feliz, teve umas passagens por varios hospitais como o Julio de Matos,mas a jornada de vida desta mulher fazia parte do meu currículo de historias para adormecer na infância…


E agora que a idade adulta chegou cheia de genica, revejo em mim essa Joana sem medos acreditando que tudo é possível, principalmente o que é impossível… Boa noite Avó Joana …

conversa do dia

Parece-me que (finalmente) as coisas por aqui começam a fazer sentido …

Parece-me (não querendo abusar da sorte) que os sentimentos chegaram a um porto seguro, firme, confiante e tranquilo e com isto claro, também os pensamentos e as minhas atitudes ganharam um novo panorama, um novo horizonte um novo terreno para descansar e prosperar.

No outro dia (já lá vão mais de umas semanas) em conversa com uma amiga falávamos de como a vida nos colocava tantas vezes em prova e de como tantas e tantas vezes ficávamos cansadas de tanta luta. Mas quando vos digo luta, retirem da palavra luta tudo o que ela tem para dar, isto é:

Luta - latim luctor, -ari, lutar, combater, esforçar-se por)v. tr. e intr.

1. Travar luta. = COMBATER, PELEJAR

2. Esforçar-se, empenhar-se.

3. Opor-se a; oferecer resistência a. = RESISTIR

4. Trabalhar com afinco.

5. Questionar, discutir.

Confrontar: lotar.

Enfadei, esgotei, fatiguei e mandei tudo ao ar, a vida, o universo ate Deus de certo mundo foi pro’s caixotes…

Arrumei livros, frases, pessoas, mestres, guias espirituais, cursos disto e daquilo e fiquei somente com uma imagem …

O tempo passou, as coisas começaram a ganhar um certo pó, um certo afastamento, os amigos distanciaram-se, os dias tornam-se mais longos e a vida pode então ser arrumada …

Nunca ninguém disse que seria fácil, somente que valeria a pena!!!

Sai da roda das modas, dos locais in e de toda essas estruturas que sustentam a nossa sociedade. Poderei dizer então que pertenço aos des-estruturados sociais … ufaaa ainda bem!!! Isto não é ser melhor nem pior é unicamente onde me sinto bem…

Não acredito em fórmulas, em receitas, em prescrições, acredito sim no AMOR!!!