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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Expectativa

 

Já deveria ter aprendido que não devo criar expectativas …

Também aprendi (ou assim o deveria ser) que aquilo que é importante para mim é somente e unicamente importante para mim !!!

Eu já deveria ter aprendido muita coisa mas parece que algumas lições passaram-me ao lado …

Aproveitar o novo ano e voltar a escola: a escola da vida !!!

sexo e a cidade ...

Confesso, nestes dias a minha box meo só tem uma função:

Gravar todos os episódios da saga intemporal da vida das quatro mulheres mais famosas de n.y … !!!

Outra confissão, (isto pode ficar perigoso)  fico embasbacada ao perceber como sou tão neurótica como a Carrie!!!

 Nos anos 90, quando surgiu a série estava eu longe da casa dos trinta …

Por isso todas elas (as personagens) me pareciam deslocadas do mundo!!! Viviam assim numa realidade televisiva pronta a devorar audiências e miúdas provincianas transatlânticas como eu … por isso nunca me deixei enredar por noites longas a espera das senhoras e das suas historias … (com ou sem Big)

Só agora, que pertenço essa classe etária “trintona” tudo me faz sentido … ( ou quase tudo) percebo agora aquela parte de que  já não morremos de amor …  

É porque não morremos mesmo!!! Algo que aos dezanove anos é inexequível de se acreditar, porque existe uma fase, em que sem duvida alguma, morremos realmente de amor ( e ate em alguns casos existe velórios de amores eternos)

Agora que me instalei de malas e bagagem nos trinta … (depois de eu própria ter morrido demasiadas vezes) pergunto-me se é assim para todas as mulheres solteiras que chegam a idade da “maturidade” … ?!?! Definitivamente, para as mulheres de N.Y é de facto assim… pelo menos foi o que a box meo gravou hoje !!! “descobri que não tenho que dominar ninguém, porque eu não me deixo dominar…” carrie

Fica a pergunta, o que querem afinal as trintonas (estejam elas espalhadas geograficamente em qualquer parte do planeta)? 


Querido pai natal ...

 Meu querido pai natal !!!

Já a alguns anos que não te escrevo, espero que consigas perdoar-me deste acto descuidado de descrença em ti...

Fizeram-me acreditar que tu não existias, fizeram-me crer que tu eras somente uma ideia tradicional infantil fora de moda mas com muito jeito para a área comercial…

Encheram-me de concepções publicitárias magicas, incríveis, fantásticas onde tu és a personagem principal que tudo vende a um preço asserível.

Iludiram-me que a coca-cola te tinha criado … acreditas nisto?

Assim, os anos foram passando, fazendo desta época mais uma época em que o território das vendas é alargado e eu fui crescendo sem sapatinho na chaminé ou sem borboletas no estômago na manha dia 25 de amanha … (muito mas muito cedo)

Não sei se te estas lembrado de mim, sou uma miúda que pediu uma boneca e uma televisão (de brincar claro) já a alguns anos. A ultima vez que te escrevi ainda existia o muro de Berlim e tenho duvidas que o homem tivesse chegado verdadeiramente a lua … os cabelos eram grandes e farfalhudos  (tanto de homem como de mulher), George Michael era Heterossexual, a Madona era virgem, Michael Jackson era de facto negro,  Bush filho andava na faculdade (bêbedo), cantava-se que se tinham de salvar o mundo e por cá (no nosso belo pais plantado a beira mar) ainda existia cravos espalhados, perdidos pelas ruas da bela Lisboa … (havia esperança)

Não te preocupes, não te irei pedir nenhuma prenda assim de última hora, sei que tens uma agenda abarrotada de encomendas, que tens de distribuir nessa tua volta ao mundo em bicos de pés de chaminé em chaminé … (não vá ninguém acordar e descobrir que afinal és mesmo real)

Resolvi fazer as pazes contigo este ano… Escrevo-te somente para te dizer Olá…

Que gosto de ti e é com muito gosto que abro o meu coração a tua crença, ao teu encantamento …

Manha a noite quando parares no lote 15 (aqui mesmo ao lado) pois vivem lá as manas, a Bruna e a Iara … olha só para a janela do meu quarto terá uma luzinha acesa, então saberás que estarei aqui a acreditar em ti…

Não ocupo mais o teu tempo, querido pai natal …

Ah, estava-me a esquecer dizer, o F. mandou recado, pediu-me para te dizer que se portou muito bem durante todo o ano, para não dar importância as más línguas que dizem o contrario … (tudo dor de cotovelo). O Chico gato também manda cumprimentos (já sabes como ele é, mete-se em tudo e mais alguma coisa) …

Eu digo, ate amanha aqui no telhado do vizinho …

 

 

 

...

O amor, não é de todo algo fácil …

Digo isto, não pelos intermináveis episódios de “sexo e cidade”  

Mas sim, porque amar obriga-me a soltar as amarras de todos os portos, ate então aqui, seguros!

 

“ primero estaba la mar … todo estaba oscuro.

No había, ni luna, ni gente, ni plantas.

La mar estaba en todas partes.”

 

É como o amor (está em todas as partes), fechamos os olhos, cortamos as cordas velhas e gastas dos medos e dos apegos, andamos por vezes a deriva num mar estranho …

Um dia deixamos o mar e descobrimos o oceano …

Então, tudo fará sentido!!! Tudo faz sentido!!! 

“Eu tinha que estar aqui, fazia parte do plano, estava orquestrado desde dos inícios dos tempos, eu tinha que estar aqui, para saber o que é isso de Amar” 

 

 

Amor total ...



Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude

Vinícios de Moraes