Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Os pensamentos vão e vem como se houvesse uma auto-estrada daqui ate ai …

Os pensamentos vão e vem como se houvesse uma auto-estrada daqui ate ai …

(…)

Juntamente com esses pensamentos andam como por arrastão todas as sensação a ti ligadas …

  E são tantas (mas tantas) que de vez em quando tenho de as catalogar!!! Tenho inevitavelmente de encontrar alguma organização no meio de tanto atropelo de beijos falados, escritos ou lambidos de mensagens tardias e a más horas de abraços escondidos e toques secretos juntamente com os sussurros íntimos de onde nascem verdadeiras alegorias ao amor!!!

Ai Camões, esse triste poeta!!! Tivesse ele amado assim jamais teria sido amargurado e mendigo…

Se Florbela (minha muito querida poetisa) tivesse acreditado um pouco mais, a narração da sua vida teria sido diferente e o dia 8 de Dezembro seria somente um dia de festa e não de perda!!!

Mudaram-se os tempos dizem os eruditos, esses que sabem o que escrevem …

Esses que entendem as histórias, as politicas, as geografias juntamente com as economias, filosofias e coisas como tais …

Mudaram-se os tempos, algo repetitivo infinitamente!!! Se mudaram?!?!? Sei lá eu … os cenários ganharam cores (assim como a televisão) e novos actos foram adicionados a narrativa maravilhosa da existência humana.

Se mudaram, muito pouco ou nada sei …

Acrescentaram novas palavras umas de ordem, outras nada para ai viradas…

Democracia, liberdade, autonomia, independência e de todas elas a que mais gosto – alforria!!!

Continuam todas elas a fazem parte das nossas utopias …

Ai poetas antigos de mesinhas de café no Rossio!!! Se vocês soubessem que o Amor ainda não foi devidamente descrito que a liberdade ainda não foi conquistada …

Voltariam todos do outro mundo para uma vez mais tentarem descrever aquilo (que eu sinto) e jamais poderá ser descrito – Amor e Liberdade

Universo em expansão

O amor tem destas coisas, nunca ninguém sabe muito bem como descreve-lo…inventam poemas, textos literários de alto gabarito, figuras de estilo que modificam a realidade, adjectivos ilimitados para que em muitas palavras se possa ler coisas simples !!!

Platão tinha razão, é a loucura !!! Não só loucura do sentimento mas a loucura de o expressar, de o transmitir, de o fazer chegar ao outro da mesma forma que esta em nós !!!

E eu não excepção, hoje escrevi :

“Penso que o nosso amor é como o universo, está em constante expansão!!!  Algo maravilhoso cheio de recantos, de lugares novos por explorar que nos estimulam a continuar a amar… Hoje amo-te mais do que ontem e certamente menos que amanha e quando te beijar (daqui a algumas horas) então será o expoente máximo deste nosso amor.”

Loucura, loucura dizia essa tal de Platão …

 Sabia lá ele do que falava !!! Loucura é muito pouco comparado com o infinito do universo ...

  

 

(céu de Chef. "não te esquecas de olhar o céu" - Não esqueci)

Feriado o quanto tu me obrigas …

 

Obrigas sem duvida a parar e só por isso eu agradeço …

A pouco menos de dez minutos estava eu semi-deitada/sentada na varanda a ler quando me preceituaram a sair!!! O sol estava radioso, acariciava-me a pele tranquilamente ou contrario da brisa outonal, bruta e rude invejosa deste namoro entre mim e quentinho de um sol orgulhoso que teima em ficar só mais um pouco !!! (ainda bem que assim o faz)

Como gosto desta personificação da preguiça que o fim de semana e os feriados incutem em mim. Gosto de me deixar ficar, aqui ou ali acompanhada somente pelas personagens de um livro ás quais dou vida em cada frase, em cada paragrafo, em cada nova acção lida!!!

Deixei a varanda, não me despedi do sol … (gosto demasiado dele para fazer tal coisa)

Enrolada em mantas e camisas de lã voltei para casa, fundi-me com a velha poltrona preta á qual já lhe falta um braço e dou continuidade a uma viagem brutal neste romance histórico – A catedral do mar !!!

Existem livros bonitos arrumados e pacíficos, depois existem todos os outros que remexem as minhas entranhas, as fazem revirar e retorcer que me obrigam a não parar, a interrogar, a questionar inevitavelmente a compreender algumas razões ate aqui desfocadas, que alimentam o meu apetite pessoal por história que me resgatam dos livros cor de rosa (com todo o respeito pelos menos) e me entregam ao mundo …

liberdade é pouco, o que desejo ainda não tem nome