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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Mil e uma (não as noites, mas sim as palavras…)

 

Eu tenho um amor, um amor de mil e uma historias,

 

De mil e uma aventuras que em mil e um lugares o perco…

 

E em um mil um lugres o reconheço …

 

Aqui, ali, acolá, e um pouco mais a além, (com 48 palavras escritas e mais de mil na alma)

 

Tenho mil e um espaços (além do conhecido) para o procurar,

 

E mais de mil e um lugares para o (re)descobrir…

 

Sei de mil e uma formas de o inventar, forjar, engendrar de fazer dar de si …

 

Mil e tantas coisas para saber que me ama para além das mil vezes que já escreveu,

 

Redigiu, rabiscou, parafraseou, comentou, imaginou, discursou e tantas vezes disfarçou

 

Conheço-o mil e uma vezes bem de mais para saber quando me diz mil e uma mentiras…

 

Que com menos de mil e uma desculpas eu disfarço que acredito,

 

E voltamos ás mil e uma vezes nesta historias longe das mil e uma noites …

 

Mas muito perto das mil e uma verdades que ocupam o meu ser

 

Com pouco menos de mil e um rabiscos já escrevi o que está alma

 

Longe das mil e uma palavras (que inicialmente estavam previstas)

 

Acabou o texto, pois com tanta conta deito fora o mil,

 

Fico somente com o “UM” !!!

Andarinhas… libertas, espontâneas, francas, soltas (em Beja)

 

Setembro guarda sempre entre em si um acontecimento que me enche a alma ( e tudo mais que possam imaginar ao meu redor) ..

 

Guarda (do verbo abrigar), em Beja todas as palavras que conhecemos e mais algumas criadas de deliberadamente para este evento andarilho que se espalha

 

como a brisa alentejana – cheios de misticismo e magias nada ocultas somente tradicionais.

 

Os livros (nada bem acondicionados nas prateleiras) as imagens (que são sempre demasiadas para captar), os contadores de historias (que se espalham nas

 

 esquinas), as pessoas (muitas como eu) as ruas (beatamente antigas), as palavras (que andam de boca em boca) fazem criar pontes onde não existem para que

 

 seja mais fácil chegar a esta Beja Andarilha de Setembro.

 

Trouxe eu comigo uma mão cheia de palavras novas, na outra um pombo e no coração a certeza que só (e repito, a certeza…) que só o amor é real !!!

 

As palavras, essas parecem-me sempre novas, palavras como: gato, pintado, exuberante, livre, conveniente, rap, rima, poesia, cerejeira (e o caroço da mesma),

 

 rir, costureira (eu), linha, agulha, tempo (incerto), cozer e coser (dês-coser), mariposa e espera !!!  Ouvias ontem (juro) pela primeira vez ..

 

O pombo, aquele malfadado bicho que me “penicava” as mãos, levou atado a sua pata o meu poema para um destino certo onde alguém aguardava a chegada das

 

 Andarilhas de final de dia – foi o auge da minha liberdade enquanto criadora , liberta-lo e vê-lo partir..

 

Alguém ontem recebeu esta mensagem:

 

No tempo efémero em que me encontro

 

Perdeu-se de mim a Liberdade…

 

Aquela, a pura e única,

 

Aquela que se (dês) acorrentou dos grilhões das regras do XXI.

 

Enquanto descanso da demanda da procura,

 

A bela e pura “palavra” sentou-se aqui ao meu lado

 

Rindo da poesia alheia,

 

Ensina-me ela a “palavra” (sem saber)

 

Que ela própria encerra em si toda a liberdade.

 

Contudo, Beja, as Andarilhas, a biblioteca, a Cristina (que é taquelim) e tantos mas tantos outros, que (lamentavelmente) não conheço o nome somente o rosto,

 

 tudo (e mais alguma coisa que me possa estar a esquecer) são muito mais de palavras atadas a pata de um pombo !!! É, ainda o António Torrado que tive o

 

 privilegio de o conhecer (este conhecer não é um “olá tudo bem”, nada disso, é uma troca de olhares na qual dizemos – “Bolas, gosto de ti!!! Admiro o teu

 

 trabalho.” Ao que ele responde com aquele olhar de poeta “ esta tudo bem”…

 

De Beja e destas coisas todas que já contei trouxe ainda palavras que surripiei (as escondidas), palavras que a Andreia encontrou dentro de um livro arrumado

 

 no chão a espera de ser roubado.

 

adeus

 

a deus

 

A deus

 

Adeus

 

Estou a chegar

 

Estou a chegar ao meu princípio

 

É nesse momento simples, apocalíptico

 

Que os gnomos as fadas

 

Todos os seres que neguei sussurram

 

Não há palavras, as palavras somos nos.

 

Beja, minha querida ate para o ano…