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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

jardim de inverno I

 

Nesta altura do ano, o jardim fica que meio esquecido ...

A chuva miudinha não nos deixa sair e cuidar das plantas, arvores e afins  ...
Contudo, é desta forma que eu mais gosto deste espaço que fica mesmo em frente a Janela de onde vos escrevo ...
Permanece que meio natural/selvagem dentro do imaginável por mim ...
Torna-se um local de culto desigual do que é habitual …
Em vez aparar as pontas, deixo-as crescer inevitavelmente …
Dando coragem aos meus sentimentos mais acautelados de saírem do armário!
É o Inverno em mim …  (seja bem vindo)
 

os meus mortos ...

Tenho mais um morto na minha lista ...

Aconteceu ontem a noite ... e muito pouco sei ainda!!!

 

Começo a ter uma longa lista de pessoas que já partiram ...

... E tal deixa-me um pouco assustada (não com medo que chegue a minha vez) 

- A morte não me amedronta !!! Assusta-me sim, a ideia de que cada vez mais são menos as pessoas que me conhecem desde de sempre ...

 

Este , chamava-me de Paulinha, era o meu tio mais novo !!!

Espero que ele encontre agora aquilo que em vida nunca conseguiu …

- PAZ !!!

 

(Não estou triste, ainda não chorei – possivelmente quando encontrar a restante família caia uma ou outra lágrima, tudo é um processo … não acredito que seja o fim !!! )

A minha amiga bela

 A minha amiga Bela sempre foi uma pessoa bastante discreta...

Sempre com as suas coisas, no seu mundo de um modo muito simples e muito próprio ...
Não somos amigas a tempo inteiro (infelizmente)
Eu diria, que nos encontramos nesta viagem louca - que é vida, assim por mero acaso, mas como eu não acredito em “acasos” encontramos para seremos parceiras de jornada … (nem que seja uma vez por ano no Meco)
 

www.anabelaMARAVILHAS.com/

 

Já nos conhecemos a vários e longos anos …

E tenho muito orgulho na pessoa que a minha amiga Bela hoje é !!!  

Por isso Parabéns

Os jantares adiados na minha vida …

 

Quando chega o Novembro, chega como por arrastão as minhas solidões que há muito deixaram de ser trágicas passando para um estado pessoal de convivência comigo própria inigualável ao novos retiros ze(n)  que nestes novos tempos vão brotando como gotas de chuva miudinha no inverno entre espaços mínimos,  das já muito apertadas cidades.
Ao contrário da minha amiga Teetee que se expande como uma trepadeira amazónica em qualquer altura do ano entre programas agradáveis e saídas nocturnas, eu deixo-me estar, fico meio quieta olhando o mundo da minha janela e trocando mensagens para saber que existe vida não em Marte mas na terra mesmo.
Este fim de semana, entre post’s , cafés e historias … Reuni uma lista de jantares adiados – juro que poderia ser pior !!! Para algum espanto meu já chegam a meia dezena e algo me diz que dentro de muito em breve ultrapassará  para muito a simples e delicada dezena !!!
Este facto levou-me a questionar a origem de tantos prolongamentos (que muitas vezes arrumo na prateleira dos esquecidos)… para combater esta possível de(ze)na da minha vida convidei uma pessoa para jantar !!!
Ao que parece pelo adiantamento da hora irei passar de uma lista de jantares adiados para uma lista de jantares (re) programados.

Ruas das minhas gentes …

Ir a vila já não é o que era !!!

 

As ruas para além de mudarem de alcunhas (trocaram os nomes esquecidos  para nomes muito mais atractivos ao turista) … Perderam a característica que eu mais apreciava: O pitoresco,  esse legado tradicional de uma terra que sempre viveu com os olhos posto no mar, ora não fosse ele acordar um dia endiabrado e galgar o murro da praia.
Pelas ruas da minha vila andam os meus mortos …
Meio confusos e dispersos pois com tanta mudança, ate os vivos tem algumas dificuldades em se organizar entre sentidos proibidos e sentidos únicos, quanto mais aqueles que já fazem parte do outro mundo!!!
Andar pela parte nova não me agrada em nada … pois aquelas pedras não conheceram os meus avos, não são guardadoras das histórias da minha infância, e não conheceram os tempos difíceis em que as mulheres rezavam baixinho prezes tímidas e sofridas para que os barcos dessem a costa em dias de temporal. Uns chegavam outros deixavam-se ficar no imenso oceano ate hoje, ate sempre …
Pelas ruas mais antigas é um prazer andar a passo lento e descontraído, em cada esquina esquecida pelos visitantes ouço as vozes dos homens antigos que nunca morreram … sei que quando se é  muito velhinho não se morre,  estes fundem-se com as paredes antigas das ruas arcaicas que conseguem manter a mesma estrutura dos seus originais construtores.
Não me agrada a ideia de novas praças, de novas casas e novos empreendimentos cheios de modas e arquitectura dita moderna que assolam a encosta da vila … Estes entram pela praia a dentro como um bicho de sete cabeças esfomeado e sedento de algo mais … qualquer dia, disse um homem da terra, deixa-se de ver o mar !!! o mar, o mar do avo !!!
Quem sabe se escrevo as historias dos meus velhos … para que as novas gentes possam saber que antes de haver um Sana hotel ( com as suas luzes ofuscantes ) havia um Hotel Espadarte,  que tinha umas portas gigantes de madeira que em dias de mau tempo eram fechadas e trancadas para que as onda que batiam num truz truz feroz soubessem aqui não existia quatros livres, parecia mais que o mar queria hospedagem no mais famoso hotel da vila …
Hotel Espadarte, porque em frente a este, eram mostrados  e leiloados em grande pompa e circunstancia  os peixes espadartes que eram apanhados em aguas próximas ou não … lembro-me de que sempre pensei que aqueles monstros marinhos, (isto porque quando se tem cinco anos qualquer peixe que não caiba no prato tem a designação de monstro) fossem tubarões terríveis com quais os pescadores tinham travados disputas épicas. E ali estavam eles, a mostrar a sua valentia a sua bravura  as gentes da terra…
Por volta dos meus seis anos o meu avo deu-me um dente de tubarão …
Contou-me uma história assombrosa (como todas as outras por si contadas)  e no final disse-me que iria guardar aquele dente ate morrer, depois teria eu essa missão – guardar a honra da família. O que na altura parecia um dente do tamanho de uma mão, hoje é um dente mais pequeno que uma unha, mas esta guardado como se fosse um tesouro inca.
Gostava que nunca se esqueçam que a vila tem alma de gente trabalhadora, conformada, paciente e perspicaz no que diz respeito as artes do mar…
Que o monumento aos pescadores mudou de lugar, não sei porque …
Que a agua do caneiro é milagrosa
E que o monte dos ciganos é assombrado por almas ali enterradas vivas no tempo da peste …

Tribos

 

Gosto de observar as tribos alheias a mim …
 
Aquelas que por mero acaso do destino me apresentam durante uma tarde ou um dia no máximo … São as que mais me deixam espaço para as observar.
Sou acolhida, e respeitada no seio delas … as pessoas conhecem-se, tem o mesmo cheiro e as feições não deixam margem para dúvidas que fazem parte da mesma tribo.
Hoje passei a tarde com uma “tribo” engraçada … (é o privilegio de ser contadora de historias e andar literalmente com a mala em punho)
Havia uma bisavó que somente se queixava de um braço … uma senhora magra, de cabeço curto grisalho com uma alma que enchia a casa. Ver o seu clã reunido fez daquela figura fraca um gigante de três metros pronto para viver mais 80 anos. Havia tios e tias, primos e primas todos os laços familiares estavam ali reunidos, ainda havia os amigos todos eles bem arrumados no t2 que durante aquele espaço de tempo foi uma autentica tenda de canas amazónica que nem um furação a poderia derrubar.  
As portas  das divisões da casa-tenda estavam todas abertas, os miúdos corriam de um lado para o outro davam saltos na cama de casal que estava atulhada de papeis coloridos , sacos,  prendas e roupas tudo misturado como se fosse um banca de feira … havia livros nas estantes que eu mal conseguia decifrar o titulo  porque de segundo a segundo passava alguém a minha frente com um bebe ao colo ou com mais coisas para colocar em cima da cama. A sala ao contrário do que é habitual não era o centro … pois toda a casa era o centro … e as tantas ouvia-se conversas vazas em todos os cantos e recantos daquela área. 
Conheci a Rute, uma menina com traços fortes …
A Rute foi adoptada pela tribo (ao que me pareceu) pois era conhecida e falada por todos, contudo, o cabelo castanho claro e pele branca não condizia com a pele morena e traços africanos da restante prol … fora mesmo englobada por aquelas gentes simpáticas!!! Enquanto falava comigo a Rute disse-me que vivia com a avo que era velhinha e por isso tinha muitas dores, não tinha mãe porque esta minha morrido de acidente de carro … percebi então a razão da anexação daquela menina de olhos grandes naquele ambiente de Medina marroquina que eu tanto gosto.
Quando os deixei … festa ainda ia a meio … e a confusão familiar continuava a mesma, ainda bem que assim o era !!! pois nenhuma tribo é calma … Tem sempre que haver barulhos, risos e gargalhas … empurra daqui empurra dali olhares que se cruzam de pessoas que partilharam vidas juntas, pessoas essas que amam as mesma gentes que por acaso estão todos ali reunidos !!!
A Isis , fez três anos …
Bolas e tem uma tribo fantástica!!!!  

Onde o Ocidente encontra o Oriente ...

 

 

Não poderia ter escolhido melhor destino para as ferias de Dezembro ...
 
 
A ideia de partir ganhou forma novamente em mim ...
Pegar em poucas coisas, tornar-me em mochileira uma vez mais é algo que deixa feliz, tranquila com a sensação de “sonho realizado”!!!
Foram muitos os destinos em jogo,  para uma semana que já é famosa por me levar a lugares diferentes, mas Istambul ganhou com um cheque mate terrível a outros destinos bem mais em moda nesta altura do ano ...
(não deu hipóteses a novas iorques nem a países soalheiros de papo para o ar, lá para baixo da linha da equador)
 
Foi escolhido num abrir e fechar de olhos, com um mapa do mundo em mãos e com uma pagina online diante dos olhos de passagens aéreas  baratinhas inhas inhas  …
Para este destino não existem muitas histórias para contar.
A não ser um turco que conheci em Roma que ainda hoje deve estar a minha/nossa espera para jantar numa rua paralela a do Hostel que fiquei … (espero que não haja retaliações aos visitantes que em tempo deram negas aos compatriotas, pois seria de mau agrado para a promoção do turismo do pais)
 
Quando vou viajar penso sempre na literatura que ira comigo …
É sempre algo que me deixa preocupada ( mais do que o lugar onde vou dormir) !!!
Agatha Christie e o seu “Crime no expresso do Oriente” é uma ideia vigorosa, uma vez que a escritora escreveu este crime num hotel em Istambul … que segundo consta actualmente é museu …
Mas frases como esta:
 
Não é bonito de se ver – disse – Alguém esteve ali a apunhalá-lo várias vezes (…)”
 
Deixa-me deprimida, enfezada e angustiada. Por muito que eu admire a senhora algo me diz para a deixar na prateleira juntamente com os depoimentos e os assassinos que povoam a sua escrita.
 
Gosto de partir …
No outro dia li (não sei onde) que a aventura começa quando se planeia …
não importa chegar o que veicula é partir !!!
E neste momento eu já parti