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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Escrever sobre aquilo que conheço …

 

Para escrever sobre aquilo que conheço teria de gastar todas as letras do alfabeto… Iria, certamente, consumir todo o armazenamento de pontuação existente na literatura portuguesa  e claro as figuras de estilo iriam ser devoradas em poucas linhas deixando poetas consagrados e poetas um pouco menos aclamados falidos, entre restos daquilo que em tempos teriam sido perfeitas metáforas, hipérboles, aliterações  ou eufemismos aflitos de serem consagrados com prémios que enchem de vaidades quem os colocou no papel  !!!

Para escrever sobre aquilo que mais conheço, faço um leve desviar de olhar e escolho as imagens que me rodeiam !!!  Umas antigas outras tiradas a pouco … são elas que me dão continuidade, elas fazem parte das minhas muitas vidas vividas em trinta anos!!! Eu sei , vais rir destes poucos anos arrumados em uma tabela cronológica:  Eu  Amor, eu Criança, eu Sonhadora, eu Realizadora de Sonhos, eu Estudante, eu Universitária, eu Profissional , eu Amiga, eu Festa, eu Noite, eu Dia, eu Caricatura, eu Viagem, eu Família, eu Literatura, eu Vaidosa e eu Criadora. Eu aqui e eu ali … ( as vezes por ai)

Para escrever sobre aquilo que conheço, para além de gastar palavras que a muitos fazem falta … teria de contar segredos !!!  E o que é uma vida sem segredos ? Um jardim sem flores (diriam os poetas de beira de estrada) Eu que longe estou da poesia (tenha ela que categoria tiver) penso seriamente que sem segredos  não existe tão pouco flores porque não existe sequer jardim, também não existe desertos nem dunas nem mares e nem ondas …

Para escrever sobre aquilo que sei, teria certamente que inventar novas palavras e dentro dessas novas palavras esconder os segredos (e os amores) que guarda o meu Eu.

 

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