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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

11º dia - quarentena da gratidão

Hoje tenho tanto que agradecer que deveria ter feito uma lista para não deixar nada pelo caminho...

 

Agradeço ao meu avô pela sua (sempre) presença na minha vida. Hoje faria 83 anos e eu o amo como se ainda eu fosse criança. Amo a sua pessoa, a sua estória, a sua tranquilidade, a sua bondade, os seus olhos azuis fortes e as suas mãos grossas de quem passou mais tempo no mar do que em terra sem nunca se deixar perder pelas maleitas da vida. Sempre, o meu avô me apresentou a esperança, os bons modos, e a alegria como fonte vital de princípios de uma vida bem-aventurada. A saudade essa transformou-se num enorme arco- iris onde estou grata por ter partilhado um tempo, um espaço e uma família com esse ser maravilhoso que me contava estórias de fomes e perdas onde reinava a confiança de um amanhã melhor. O meu avô salvou-me da pobreza humana do pensar pequeno, resgatou-me das malhas das carências da vida e antes de eu saber sonhar, já ele sonhava para mim um futuro feliz …  

 

Agradeço também hoje a um outro senhor, este nunca o conheci mas sem ele saber, povoa a minha alma, o Tio. Que neste dia de encarar os medos de frente tal e qual como fazem os forcados perante o bicho boi, pensei nele, e literalmente, agarrei-me a sua memória forte e corajosa de homem de luta e dei o primeiro passo.

 

Agradeço, a ti que estas a ler estas palavras por não perderes a esperança que posso ser uma melhor pessoa. E lutares comigo quando tudo o que quero é ficar sossegada e deixar o tempo passar.

 

Agradeço à Lígia por ao logo destes últimos 14 anos ter sido a pessoa que mais me obrigou a crescer. Graças a ela, muitas vezes não dormi e demasiadas vezes chorei, e tantas outras vezes pensei em desistir mas nada disso aconteceu. Só tornei mais forte, livre e seguro o meu grito de Ipiranga  

 (#‎quarentenadegratidão‬)