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Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Voltei a ler Margarida Rebelo Pinto ...

 
Tinha cortado relações com a escritora já lá vão alguns anos ...

Depois de ter três livros seguidos numa época em que devorava palavras simpáticas e bem apresentadas fartei-me dos estereótipos, dos sapato de berloque,  dos almoços do guincho seguidos de lanches na linha … fartei-me, arrumei os livros e desde de então nunca mais saíram da prateleira onde estão arquivados e  não me parece que tenham oportunidade de lá sair tão cedo!!!
 
Tudo parecia correr bem no meu mundo literário …
Contudo, (existe sempre um contudo em cada historia) a cerca de 1 mês – sensivelmente, andava eu a passear no supermercado aqui da zona quando dou de caras com ela , a Margarida!!! Desta vez estava vestida de azul com uma arqueada branca ( a minha flor preferida) na capa … pensei : “mais um daqueles!!!” Enquanto por ali passava, li – O dia em que te esqueci !!! bolas, considerei “ a gaja sabe mesmo escolher títulos convincentes” … as visitas ao supermercado continuaram, e ela estava sempre lá. De todas as vezes que a via, respirava fundo ate ao dia em que lhe peguei … e li :
 
Quando amamos alguém, não podemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado
 
Que grande cliché …
Claro que qualquer pessoa com uma apresentação destas compra o livro …
Quem nunca sofreu por amor? Não me atrevi a abri-lo … não queria ser contaminada pelas palavras atraentes e pela escrita amigável como se fosse uma conversa com a nossa melhor amiga …
 
Tudo estava resolvido, ela estava lá, no supermercado na primeira fila, toda enfeitada com preços especiais envolta em popotas ou algo semelhante … todavia, ontem alguém viu-me novamente a olhar para o mesmo letreiro – O dia em que te esqueci … abreviando a historia, ontem recebi uma prenda, um livro …
 
Estou a acaba-lo ( fruto do feriado) …
Nada de novo, os almoços continuam na Guincho, os sapatos são iguais e os lanches esses são nos lugares já anteriormente referidos!!!  Trata-se de uma carta a alguém se segundo a escritora ou a personagem principal já esta esquecida, mas ninguém escreve a uma pessoa esquecida … enfim, palavras novas : Palaciana, todo para a Margarida é palaciano ou palácio ( deve ter a presunção das grandezas) ; eremita também é uma palavra bastante utilizada assim como labirinto (mais propriamente labirinto interior) e para mal dos meus pecados a palavra fluir entra e sai com uma delicadeza fatal …
 
Ate aqui , pagina cento e mais alguma coisa nada de novo …

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