Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

Fabuleux destin d'Ana

Não existe lugar para o acaso ...

mensagem escrita antes do dia ser dia e de eu estar acordada.

Tudo a andar por aqui...

Afinal o caminho é feito a caminhar e pela primeira vez sinto-me livre e muito tranquila comigo própria!!!

Escravatura, nunca mais.

Temos a nossa carta de alforria nas mãos, conquistada com muito esforço, muito trabalho e muita dedicação!!!

Agora é aprender a ser livre, um dia de cada vez, com o mundo (inteiro) à nossa frente.

Liberdade ...

E  (de um dia para outro, depois de anos de muito trabalho) a liberdade que já existia dentro de mim, estendeu-se para fora do meu corpo …

 

Bendita, sejas tu liberdade entre os homens e as mulheres,

Bendita sejas tu liberdade (minha companheira) que habitas em mim e (finalmente) em tudo aquilo que me rodeia ...

Minha vida, minhas escolhas, meu direito/dever/prazer a ser feliz…

Escrevo porque a alma precisa de se expandir para além das formas tradicionais a que o corpo está habituado, preciso de sossegos para saber de onde vim, onde estou e para onde quero ir e principalmente preciso dos silêncios das manhas de domingo para me situar entre aquilo que o mundo espera de mim e aquilo que eu própria espero de mim. Por vezes ambos os interesses entram em escaramuças levando-me a harmonizar a razão e o coração num diálogo íntimo e profundo, afastado dos tempos preenchidos pelos meios de comunicação e das distracções comuns dos nossos dias.

 

Neste (re)encontro ou neste (re)equilíbrio, as palavras unem-se no salvamento da minha pessoa. Dão forma e fundamento aos sentimentos, utilizam as regras gramaticais e os tempos verbais para me situarem no aqui e no agora. Respiro fundo. Sai mais uma fornada de ideias (in)lógicas que são trabalhadas e sentidas ate ganharem a coerência entre todas as partes que me formam e me dão vida. Pois, eu sou composta por várias fracções de muitos eu(s), todos independentes e dependentes uns dos outros, onde o resultado é o grande EU.

 

Penso que este é o trabalho de uma vida. Organizarmo-nos interiormente enquanto seres humanos, para encontrar uma fórmula que vá ao encontro das nossas necessidades, que as apaziguo e as acalmem, que as tirem da sombra a que estão destinadas pelas filosofias e receitas milagrosas, do facilitismo do novo desenvolvimento pessoal que povoam as manchetes de uma sociedade feliz, que (na verdade) está cada vez mais infeliz.  

 

Escrever foi o caminho que encontrei em mim para levar luz a todo o meu ser. É a uma necessidade intrínseca de me acalmar, de recuperar o folgo, de me organizar e principalmente de registar os passos que dou neste caminho maravilhoso de ser feliz.

 

E as palavras continuam a brotar, quando começo a escrever abro uma torneira que alimenta uma fonte que por sua vez alimenta a minha alma. E se tenho medos? Sim, tenho medos, tantos que uns se rirem de outros e outros são demasiados austeros para se rirem e pouco são realmente sérios. Combato estes poucos medos sérios e sisudos com amor. Alguém dizia que o amor consegue tudo, chega a lugares únicos e mágicos onde todos estes medos que vos falo transformam-se em jardim de flores floridas ou em nuvens feitas de algodão doce. Durante anos li isto, durante tempos infinitos desejei encontrar este género de amor, e foi quando desisti e deitei fora os ideais sensacionalista criados por uma sociedade carente e sem sentido, que cheguei a esse amor pleno de harmonia, de confiança, de bem-estar que para além dos jardins floridos e das nuvens de algodão tem também a tranquilidade de se estar em plena comunhão connosco e com o outro. Os medos? Continuam a ser transformados ou em flores ou em nuvens ou ainda em gin tónico tomados ao final do dia neste Junho quente …

O que realmente é lindo é a felicidade …

 

Não me canso de ser feliz, de o fotografar, de o escrever e de o proclamar como se eu fosse Pessoa ou Fernando ou os dois neste dia que é dele e não meu.

 

Esta coisa de ser feliz a tempo inteiro faz com que eu desconheça os efeitos que estão em moda pelas praças, ignore os sons que fazem a banda passar e nem tão-pouco saiba do andamento dos ponteiros do relógio nem dos dias apressados do calendário, porque fiz a minha escolha de ser feliz como tendência oficial e permanente de vida.

 

Deitei fora todos os rótulos que me diziam aquilo que eu tinha que ser, que vestir, que dizer e que sentir. Criei um novo ser que dispensa apresentações, é único no seu estilo de escrita, de rir, de ouvir, de ler e de amar. É verdade, amar...

 

Aprendi a amar como realmente é o amar; livre (com asas), preguiçoso (nas tardes de sofá), simples ( e bondoso), prologando (risos) e feliz (muito).

 

Mas deixando o poeta, hoje é também dia do António, que é Santo e no meio de tanta personalidade fico baralhada entre o improviso da escrita e a oratória do discurso.

 

Seja a quem for dedicado o dia, que em todos eles nós possamos caminhar com sentido da nossa essência, tranquilos e em paz, fazendo de cada um deles uma celebração da vida, tomando consciência da nossa alma, não aquela que publicamos aos quatro ventos, mas sim aquela que está escondida e somente se vai relevando á medida que expandimos a nossa consciência.

 

 

IMG_2083.JPG

fotografia by @SensePhoto

13414045_1802658146635690_1069705082_n.jpg

fotografia by @SensePhoto

Tribo - almoço.JPG

fotografia by @SensePhoto

13450752_1804368936464611_1216387384297252341_n.jp

fotografia by @SensePhoto

 

 

 

lá por terras a norte

Podem os ventos mudar e as rotinas viram-se de cabeça para baixo.

Pode o mundo acontecer a passo largo ou seguir o ritmo do caracol e pode tudo o que tiver que acontecer, acontecer mesmo, que por aqui a alma mantêm-se em paz, em felicidade e em alegria.

Como me disse hoje uma amiga “nunca fui tão feliz como sou hoje no meio desta tempestade” …

Percebo-a tão bem... !!! Tudo acontece dentro de nos, e o modo como nos sentimos é da nossa responsabilidade. Assim como ela, também eu escolhi há muito ser feliz, e é uma escolha que mantenho-a diariamente entre as tais voltas e reviravoltas do mundo.

Os últimos dias foram passados em terras do norte, lá muito para cima onde nos diz a história que nasceu Portugal. E se a história esta correcta, Portugal nasceu numa cidade linda, entrelaçada por ruas antigas, belas e harmoniosas sem perder as características únicas de cidade berço da nação.  

Que bem que me sabe, ser feliz...

IMG_1904.JPG

 

fazer o que se gosta ...

IMG_1823.JPG

 

 

Gosto deste fazer que me oferece de presente uma alegria plena e tranquila, sem exageros da realidade onde se não tivermos atentos impera mais o ego do que a alma…

 

Efectivamente, quando fazemos aquilo que gostamos não existe tempo nem preocupações.

 

Existe sim, um encadeamento de sucessivas ideias que se desenrolam em prefeita harmonia com o nosso ser.

 

O resultado, isso depois logo de vê por agora é o prazer de ser, de acontecer, de amar o aqui e o agora.

 

As coisas que eu sei ...

Não sei das leis da natureza nem das físicas e nem tão pouco das químicas …

Desconheço por completo as teorias que fazem o mundo avançar e as matemáticas que se tornam normas que regem as disciplinas que nos são sujeitas.

Todo isso para mim é-me estranho, sabendo que apesar desta minha estranheza tais aplicações científicas são fundamentais para o funcionamento da vida. A culpa deste facto é dos livros, mais precisamente da poesia que me conquistou desde de cedo. Sempre fui mais apegadas as palavras do que aos números, por isso declamo poemas de trás para a frente e da frente para trás enquanto salto ao pé-coxinho enquanto com as tabuadas nem com os dois olhos abertos as consigo saber.

As minhas leis são de outra origem, tem outra fonte de nascimento e procuram caminhos mais ligados ao coração do que à razão. Que me desculpei os catedráticos, e os doutores de bata branca, por aqui habita uma ciência mais de conexão de mim com o mundo e do mundo comigo. E se as vezes ando meio confusa neste meu universo íntimo é culpa dos astros e dos comentas que passam sem avisar deixando tudo e todos em alvoroço.

A verdade é que já vi números salvar muitas vidas, mas também é tão verdade já vi poesia salvar muitas almas …

era uma vez uma contadora de estórias que por acaso sou eu ...

dia da mae 1.JPG

Se existe algo que eu adoro, é ser contadora de estórias !!!

O "era uma vez", abre-me portas e janelas, deixo de ser gente, e passo a ser contadora de estórias, aquela que guarda todos os segredos que povoam a frase "era uma vez" ...

Os adultos fazem de conta que não se deixam contagiar, as crianças ficam pasmadas e eu deliciada de ser observadora deste mundo incrível onde a palavra contada é multiplicada, deixando em cada ouvinte uma semente de esperança e de amor.

 

A que me sabe ser feliz ?

 

 

 

13072285_1783387725229399_497414944_o.jpg

 

 Sabe-me a isto ... 

A dias que começam cedo e se estendem pelas tardes de primavera na companhia dos amigos.

A horas de conversas longas e felizes, onde cada palavra chega no tempo certo e cada olhar se eterniza nas nossas memórias ...

Que bom haver dias assim, e tão bom eu poder escrever sobre eles entre este

rascunho de legenda de uma  fotografia ...

Página 160 & 161

"Anos mais tarde, numa conferência que reunia especialistas em física quântica e misticismo, no Hotel Oberoi Towers, em Bombaim, voltei a encontrá-la. Parado junto à porta, no fundo do hall de entrada, senti a sua presença junto a mim. Lá estava ela, Madre Teresa, sozinha. Viera participar na conferência, a convite dos organizadores. Ela olhou para mim e sorriu. E, até hoje, continuo a ver o seu rosto sorridente e bondoso.

Subiu ao palco e alterou o que estava previsto na agenda do encontro. Em vez de discorrer sobre os aspectos intelectuais da religião, falou do atavismo moral. Com voz firme disse, ante uma plateia deslumbrada:
- Não somos capazes de fazer grandes coisas. Mas podemos fazer pequenas coisas com um grande amor. 
(…)
A paz não pode ser apenas uma coisa que se deseja. A paz é algo que se constrói, que se faz, que se é, e que cada um deve entregar ao próximo."

 Tudo o que eu devia saber na vida aprendi no jardim de infância 

  

10 anos com 10 estórias e 10 sonhos realizados, 10 anos de vida por aqui …

Hoje tenho um encontro marcado…

Não, não é esse encontro de mais logo com a pessoa amada que chega do outro lado do mundo… (esse é o encontro da festa, da reunião, da partilha e do ser e estar no presente, vivendo-o como uma dadiva)

O encontro a que me refiro, é comigo mesma ao logo destes 10 anos de blogue …

Preciso de reler os post’s antigos, para me encontrar, ou pelo menos me lembrar das imensas estórias que moram neste lugar tão só meu, tão unicamente privado e ao mesmo tempo tão aberto ao mundo. Fui mudando as formas e as cores desta casa, alterei conteúdos, moldes de escritas e ate as imagens de fundo foram passando de umas para outras consoante as modas e manias dos tempos …

Fui muito infeliz e fui ainda mais feliz, escrevi sobre amores, desamores, aventuras, sonhos, viagens, livros, coisas que me passavam pela cabeça onde o único lugar vago para as arrumar era precisamente aqui, neste lugar no ciberespaço. Cresci, fiz imensos amigos, afastei-me de alguns, iniciei projectos lindos e despedi com justa causa tantos outros. Perdi medos, ganhei coragens, abri portas e janelas à mudança mas nunca deixei de saborear as minhas solidões.

Apaixonei-me, e esse estado prolongou-se/prolonga-se  por escritos imensos …

Escrevi e fotografei cada momento de mudança destes anos, publiquei o que de mais significativo acontecia com a minha pessoa, tornei este lugar num diário sem folhas de papel, sem capas e contracapas, sem tecto e sem paredes, um lugar a céu aberto que de tanta liberdade possuir passa despercebido as gentes … !!! Aqui só chega os amigos mais queridos e um ou outro estranho que em noites de mau tempo ou em tardes de ócio sem saberem como vêem-se diante destas palavras e deixem um comentário simpático para nunca mais voltar.

Não escrevo para as visitas, nem tão pouco para as observações dos mais, se assim fosse pouco ou nada teria aprendido. Redijo como forma de meditação, de encontro e de sossego que me acalma para que me seja sempre possível relembrar o caminho ate aqui percorrido …

Como sempre disse (mesmo antes de eu ser eu), é importante saber de onde vimos, onde estamos para então seguir frente.

A pessoa que hoje vos escreve é tão nova, tão curiosa, tão única, tão límpida que não se identifica com a pessoa que iniciou estas escritas. Mas, meus amigos, a pessoa que hoje vos escreve feliz, sabe bem, que foi graças a todas as “pessoas” que a antecederam que é possível hoje existir tal e qual como SOU.

Guardo as 10 estórias destes 10 anos em mim, juntamente com os 10 sonhos …

Mas tanto mais existe para além deste número, existe uma vida, a minha vida !!!

 

30º dia - Photografhy Challenge - Self Portrait

30.jpg

Último dia, última foto deste gigante desafio fotográfico no qual embarquei!!! 30 dias, 30 fotos, 30 temas diários diferentes e 30 mensagem !!! É com o sentimento enorme de gratidão que respiro fundo e sigo para outros projectos outros desafios!!! Mindfulness com fotografia começa assim a nascer devagar, porque afinal como diz uma grande amiga minha "Mude, mas comece devagar, pois a direção é mais importante que a velocidade" (Clarice (a grande) Lispector) !!! Grata a todos que participaram de alma e coração nesta aventura !!! Espero que assim como eu hoje estejamos mais inteiros (afinal estamos a aprender a olhar como olham os gatos e a crianças, todos os dias como se fosse a primeira vez) 💕

#day30;

#mindfulnesscomfotografia;

#happylife;

#selfportrait;

#photographychallenge